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Mundo

Putin suspende voos da Rússia para o Egito

Presidente russo aceita recomendação do chefe do serviço de informação e cancela voos entre os dois países até que causa do desastre no Sinai seja esclarecida. Moscou diz que vai repatriar cidadãos russos.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou nesta sexta-feira (06/11) a suspensão de todos os voos da Rússia para o Egito até que a causa de um desastre aéreo ocorrido no último fim de semana na Península do Sinai seja esclarecida.

Putin pediu que o governo elabore um mecanismo para repatriar cidadãos russos que se encontram no Egito e colocar em prática recomendações do Comitê Nacional Antiterrorismo, informou a agência de notícias Interfax, citando o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A decisão de Putin foi uma resposta à queda do Airbus A321 operado pela companhia aérea russa Kogalymavia no último sábado, 23 minutos após decolar do balneário egípcio de Sharm al-Sheik. Todas as 224 pessoas a bordo morreram.

Este é o primeiro sinal de que Moscou está levando em consideração a teoria levantada por Londres e Washington de que uma bomba a bordo do avião teria sido a causa do desastre. Reino Unido e Irlanda já haviam suspendido os voos para o aeroporto de Sharm al-Sheik por motivos de segurança.

Putin anunciou a medida após Alexander Bortnikov, chefe do serviço de inteligência russo FSB, recomendar que Moscou suspendesse todos os voos de passageiros para o Egito até que se saiba a causa exata da queda do avião. Nem Putin nem Bortnikov informaram quanto tempo deve durar a suspensão. Segundo Peskov, o presidente russo ordenou que o governo trabalhe junto com Cairo para garantir a segurança aérea.

Um grupo radical egípcio sediado no Sinai e aliado do "Estado Islâmico" (EI) reivindicou a responsabilidade pela queda do avião, dizendo tê-lo derrubado em resposta à intervenção militar russa na Síria. Este seria o primeiro ataque do grupo extremista na aviação civil.

O Egito desmentiu a reivindicação do EI, chamando-a de "propaganda" e afirmou nesta quinta-feira que

investigadores ainda não tinham evidências que confirmassem a hipótese de uma bomba

a bordo.

Até o momento, Moscou também havia afirmado que tal teoria não passava de "especulação" e que todas as hipóteses, incluindo a de uma falha técnica, deveriam ser analisadas pela investigação oficial.

O Egito é um dos destinos turísticos mais populares entre a população russa, e a decisão de suspender os voos deve causar problemas logísticos para companhias aéreas e passageiros.

LPF/rtr/ap/afp

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