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Mundo

Putin suspende proibição de entrega de mísseis ao Irã

Decreto permite envio de armas que foram vendidas a Teerã em 2007. Moscou dá início a programa de troca de mercadorias por petróleo com o país. EUA e Israel criticam decisão.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta segunda-feira (13/04) um decreto que anula o embargo do envio de sistemas antimísseis S-300 pelo país ao Irã. Com a suspensão, Moscou deu início a um programa de troca de mercadorias por petróleo com Teerã.

A decisão diminui a tensão entre os dois países, que surgiu após a Rússia, sob pressão do Ocidente, ter cancelado o contrato para o fornecimento dos mísseis. O decreto permite o envio de artefatos por via marítima, terrestre e aérea. O Kremlin, no entanto, não informou sobre a previsão da data para a entrega.

Uma autoridade do alto escalão do governo disse ainda que a Rússia começou a fornecer grãos, equipamentos e materiais de construção ao Irã em troca de petróleo, como parte de um acordo de troca de bens e serviços.

Em 2007, a Rússia e o Irã assinaram um contrato de 800 milhões de dólares para o fornecimento de equipamentos capazes de interceptar em voo aviões ou mísseis. Mas suspendeu a entrega, após objeções dos EUA e de Israel.

Depois da suspensão, Teerã recorreu ao Tribunal Internacional de Arbitragem em Genebra para exigir de Moscou 4 bilhões de dólares de indenização como ressarcimento pela quebra de contrato. A corte ainda não tomou uma decisão sobre o processo.

Críticas

A decisão russa ocorre logo após potências mundiais, entre elas a própria Rússia, chegarem a um acordo provisório com o Irã para seu programa nuclear, e indica que Moscou pode ter tomado a dianteira na corrida para se beneficiar de uma eventual suspensão das sanções impostas a Teerã.

Mas o decreto russo não agradou aos Estados Unidos e Israel. A porta-voz do Departamento de Estado americano Marie Harf afirmou que "não era construtivo neste momento a Rússia avançar" com essa decisão, pois "dadas as ações desestabilizadoras do Irã na região, como no Iêmen, Síria ou Líbano, essa não é a hora para lhe vender essas armas".

O ministro das Informações e Assuntos Estratégicos de Israel, Yuval Steinitz, criticou a decisão russa, acusando o Irã de querer se "rearmar", aproveitando o recente acordo sobre o seu programa nuclear. No entanto, para ele, a suspensão do embargo "é resultado da legitimidade concedida ao Irã com o acordo em curso".

CN/lusa/rtr/apf

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