Putin sob forte pressão do Ocidente na cúpula do G20 na Austrália | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 15.11.2014
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Mundo

Putin sob forte pressão do Ocidente na cúpula do G20 na Austrália

Especula-se que o presidente russo deva participar somente de parte dos trabalhos no domingo. Devido à crise na Ucrânia, é grande a tensão com EUA e União Europeia. Encontro com Merkel dura mais de uma hora.

Neste sábado (15/11), primeiro dia da cúpula do G20 em Brisbane, na Austrália, aumentaram as preocupações de que o clima mundial de investimentos venha a sofrer, caso a guerra civil na Ucrânia continue a evoluir. Sob pressão dos países ocidentais, o presidente russo, Vladimir Putin, poderá adiantar o retorno para casa e participar de apenas parte dos trabalhos deste domingo.

A crise na Ucrânia ameaça os esforços das principais economias emergentes e industrializadas do planeta com vista ao crescimento econômico global – principal ponto da agenda oficial da reunião do G20.

O confronto entre a Rússia e países ocidentais tende a se acirrar. A União Europeia ameaça Moscou com novas medidas punitivas. De acordo com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, chefes de Estado e de governo da União Europeia planejam, neste domingo, coordenar a forma de agir em encontro com o presidente americano, Barack Obama.

Ele exige que Putin proíba o envio de armas e tropas para os separatistas no leste ucraniano. Até agora, Putin refutou uma participação russa no conflito. Segundo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, esta seria uma crise semelhante à Guerra Fria no centro da Europa, opinião compartilhada por Van Rompuy.

Entrevista à TV alemã

Em entrevista à emissora pública alemã ARD, realizada na última quinta-feira mas transmitida somente neste sábado, o presidente russo afirmou que seu país não pretende deixar que todos os adversários políticos e opositores do governo em Kiev sejam aniquilados.

Com vista ao conflito na Ucrânia, ele apelou para uma cobertura jornalística equilibrada. "O mais importante é não observar o problema de forma unilateral", disse Putin. "Hoje há lutas na Ucrânia, o governo ucraniano enviou tropas". Segundo Putin, foram empregados até mísseis. "Mas isso foi mencionado? Não, com nenhuma palavra."

"Quer dizer que você quer que o governo ucraniano elimine todos ali, todos os adversários políticos e opositores", dirigiu-se Putin ao repórter. "Você quer isso? Nós não queremos. Nós não vamos permitir."

Partida e encontro

Putin está sob maciça pressão do Ocidente em Brisbane. Um representante da delegação russa afirmou neste sábado que o presidente pretende participar somente de uma parte das sessões de trabalho no domingo e antecipar a sua partida para que possa tomar parte de encontros em Moscou.

No entanto, o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, afirmou à agência de notícias Interfax que Vladimir Putin ficaria até o final da cúpula, ou seja, até o meio-dia de domingo, em Brisbane.

Ainda neste sábado, o presidente russo e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, se encontraram à margem do encontro do G20 na Austrália. De acordo com diplomatas, Putin e Merkel se reuniram por mais de uma hora na noite deste sábado (hora local) no hotel onde está hospedado o chefe de Estado russo em Brisbane.

Antes do encontro, a chanceler federal alemã afirmou não esperar grandes avanços na disputa em torno do conflito na Ucrânia. Merkel disse que o objetivo da conversa era mais uma vez ter uma ideia de como Putin avalia a situação. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também se juntou à reunião informal, após longa conversa entre Vladimir Putin e Angela Merkel.

CA/rtr/afp/dpa

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