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Mundo

Putin rejeita exigências européias na política energética

O encontro de cúpula russo-europeu realizado na Finlândia terminou com o mesmo impasse em que havia começado: Moscou continua recusando garantias no fornecimento de gás à Europa.

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Alemanha pretende renegociar com a Rússia em 2007

O presidente russo, Vladimir Putin, negou o apelo da União Européia por garantias de um fornecimento seguro de energia à comunidade. No encontro de cúpula russo-europeu realizado até sexta-feira (20/10) na cidade finlandesa de Lahti, os chefes de Estado e de governo europeus chegaram com muito esforço a um consenso sobre as exigências a serem dirigidas a Moscou, apesar da diversidade de interesses dentro da comunidade. Putin rejeitou, no entanto, a proposta européia.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, vai tentar renegociar uma solução para este impasse durante o mandato alemão na presidência da União Européia, no primeiro semestre de 2007. Merkel considera "importante e indispensável" o teor da Carta de Energia de 1994. Caso a Rússia continue se recusando a ratificar o documento, as questões centrais de energia do bloco deverão ser estipuladas num novo acordo de parceria, advertiu Merkel.

Rússia pode bloquear fornecimento de gás asiático à Europa

A Carta prevê garantias aos investimentos europeus na Rússia. Além disso, a União Européia quer que Moscou assegure que o gás dos países asiáticos transportados à Europa por gasodutos russos chegue ao seu destino sem impedimento. Em contrapartida, a UE ofereceria aos empresários russos acesso aos mercados europeus.

Putin alegou não ser contra os princípios que constam da Carta de Energia, mas considera precipitado negociar um acordo neste sentido. Ele acha que certas determinações do documento ainda precisam ser reelaboradas.

O acordo de cooperação e parceria vigente entre a União Européia e a Rússia vence em 2007. Para a premiê alemã, este seria um momento oportuno de renegociar a cooperação energética com Moscou. Este acordo prevê cooperação em diversos setores, autorizando – entre outras coisas – o uso do espaço aéreo siberiano por aviões europeus e a concessão de vistos de entrada para cidadãos de ambos os blocos, além de incluir parcerias em segurança externa, cultura, ciência e educação.

Europa recusa vender defesa aos direitos humanos por gás russo

"Queremos manter boas reações com a Rússia, sem desistirmos de nossas exigências de defesa aos direitos humanos nos conflitos regionais", declarou Merkel, na Finlândia, referindo-se à atual crise entre a Rússia e a Geórgia.

O presidente do Parlamento Europeu, Josep Borell, reiterou que condena a "venda dos direitos humanos por óleo e gás da Rússia". Em Lahti, centenas de manifestantes protestaram contra as violações dos direitos humanos na Chechênia e contra o assassinato da jornalista Anna Politkovskaya em Moscou.

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