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Mundo

Putin recebe candidato da direita alemã

O concorrente do chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, na disputa pelo cargo, Edmundo Stoiber, foi recepcionado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin.

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Antes do presidente Vladimir Putin, Edmund Stoiber (e) conversou com o chanceler russo, Igor Ivanov (d)

O candidato dos partidos oposicionistas de centro-direita União Democrata-Cristã (CDU) e União Social-Cristã (CSU) conversou durante duas horas com o presidente russo no Kremlin, nesta quarta-feira (10). Foi o segundo encontro de Stoiber com Putin. Desta vez o político conservador alemão não visitou Moscou só como governador da Baviera, mas sobretudo como candidato à chefia do governo e possível futuro parceiro de conversações de Putin na esfera do governo.

Durante o encontro em Moscou, foi divulgado, em Berlim, o resultado de uma nova pesquisa de intenção de voto dando vantagem para a as duas legendas irmãs (CDU e CSU) e o seu provável parceiro de coalizão, o Partido Liberal, sobre a atual coalizão de governo. Stoiber é o candidato dos democrata-cristãos e social-cristãos na eleição do novo Parlamento e do governo em 22 de setembro.

Preferência dos eleitores

As duas legendas de oposição conservadora contam com 47% das intenções de voto, enquanto o Partido Social Democrático (SPD), presidido por Schröder, e o seu parceiro de coalizão (Partido Verde) teriam 43%. Junto com o Partido do Socialismo Democrático (PDS), os dois governistas somariam 49% das intenções de voto, mas tanto os social-democratas quanto os verdes excluem os neocomunistas de uma eventual coalizão.

A pesquisa feita pelo Instituto Forsa consultou 2.131 eleitores das regiões da antiga República Democrática Alemã, a RDA comunista, e da parte ocidental que sempre foi capitalista, de 1º a 6 de julho.

Iniciador das Relações Pacíficas

O primeiro encontro, na Rússia, do candidato à sucessão alemã foi com o prefeito de Moscou, Juri Luschokov, que saudou Stoiber como amigo da cidade e um dos principais iniciadores das relações pacíficas entre a Alemanha e a Rússia, após o colapso da União Soviética. O presidente russo conversou com o seu visitante em alemão, idioma que Putin aprendeu nos tempos da União Soviética, quando era chefe do serviço secreto KGB em Dresden. Ao receber Stoiber, ele disse que havia acabado de conversar ao telefone com o chanceler federal alemão e que Schröder teria dito que apóia os contatos do presidente russo com a oposição alemã.

Stoiber destacou que as relações teuto-russas são valiosas e não geram discórdia entre os partidos na Alemanha. Putin confirmou que, de fato, as relações políticas e econômicas entre os dois países desenvolveram-se positivamente. Preocupada com a ameaça do terrorismo internacional, a Rússia se aproxima cada vez mais do Ocidente. Mas o presidente russo preferiu destacar a importância do comércio do seu país com a Alemanha, que aumentou constantemente desde o fim da crise financeira russa de 1998. Ele revelou que só a troca de mercadorias com a Baviera é maior do que com toda a França.

Antes de encontrar Putin, o candidato alemão conversou com o ministro russo das Relações Exteriores, Igor Ivanov, sobre o terrorismo internacional e a ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para o Leste Europeu, rejeitada por Moscou até a recente criação do Conselho OTAN-Rússia. Ivanov afirmou que as relações teuto-russas são o fator-chave da segurança européia e global. Mas ele manifestou pessimismo com a questão do enclave russo de Kalinigrado. A União Européia exige controle rigoroso das fronteiras da Polônia e da Lituânia com Kalinigrado, após a entrada dos dois países na UE, esperada para 2004.