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Mundo

Putin "provavelmente aprovou" morte de ex-espião russo

Inquérito britânico afirma que presidente russo e membros de seu governo tinham motivos para matar Alexander Litvinenko. Crítico do Kremlin, ex-agente da KGB morreu envenenado por polônio em 2006, em Londres.

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Alexander Litvinenko (dir.), em foto de 1998, quando ainda trabalhava para o serviço secreto russo

O inquérito britânico sobre a morte de Alexander Litvinenko concluiu que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, provavelmente aprovou a operação da inteligência russa para assassinar o ex-agente do extinto serviço secreto soviético (KGB) em 2006, afirmou nesta quinta-feira (21/01) o juiz que conduziu a investigação, Robert Owen.

O inquérito aponta que Putin e membros de seu governo, incluindo o Serviço Federal de Segurança (FSB), tinham motivos para matar o ex-agente. O Kremlin já havia sido acusado pelo assassinato Litvinenko em outras ocasiões, mas sempre negou qualquer envolvimento no caso.

"Tomando conhecimento de todas as evidências e análises disponíveis, descobri que uma operação do FSB para matar Litvinenko foi provavelmente aprovada por Nikolai Patrushev [ex-diretor do FSB] e também pelo presidente Putin", afirma o inquérito.

Litvinenko era um crítico feroz de Putin e fugiu para Londres em 2000. Ele foi assassinado seis anos depois, após beber um chá misturado com a substância radioativa polônio-210, num hotel na capital britânica. Litnivenko morreu três semanas após tomar chá envenenado.

No dia 1º de novembro de 2006, logo após o envenenamento, o crítico do Kremlin começou a se sentir mal e teve dores no estômago. Ele perdeu todo o cabelo e morreu aos 43 anos num hospital de Londres ,no dia 23 de novembro, por falência múltipla de órgãos. Em seu leito de morte, o ex-agente acusou Putin de ordenar seu assassinato.

O Ministério do Exterior da Rússia afirmou nesta quinta-feira que o inquérito foi "politicamente motivado", além de ser tendencioso e sem transparência. O ministério acusou também a investigação de prejudicar as já delicadas relações bilaterais entre Moscou e Londres.

Dois ex-agentes acusados

O inquérito apontou o ex-guarda-costas da KGB Andrei Lugovoi e Dmitry Kovtun como os executores do assassinato – parte de uma operação do FSB, sucessora do KGB e a principal agência de inteligência russa. Os dois homens se encontraram com Litnivenko no dia em que ele tomou o chá. Os russos negam o envolvimento no caso e a Rússia se recusa a extraditá-los.

Após a divulgação do resultado do inquérito, Lugovoi afirmou nesta quinta-feira à agência de notícias Interfax que considerava as acusações um absurdo.

Com a conclusão da investigação, a viúva do ex-agente, Marina Litvinenko, pediu ao governo britânico sanções econômicas contra a Rússia e a proibição de viagens ao Reino Unido para os envolvidos na morte de seu marido, incluindo Putin.

A morte de Litnivenko, em solo britânico, marcou negativamente a relação anglo-russa, após o fim da Guerra Fria. Os laços entre os dois países jamais se recuperaram completamente e foram novamente prejudicados com a anexação da Crimeia, na Ucrânia, pela Rússia e o apoio de Putin ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

CN/rtr/afp/ap

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