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Mundo

Putin propõe plano para cessar-fogo no leste ucraniano

Um dia antes da cúpula da Otan, presidente russo pede que separatistas parem os avanços e que tropas ucranianas se retirem da região. Ucrânia rejeita e afirma que Putin quer enganar a comunidade internacional.

Durante visita à Mongólia, o presidente russo, Vladimir Putin, apresentou nesta quarta-feira (03/09) seu próprio plano para garantir um cessar-fogo no leste ucraniano. Para tal, pediu aos separatistas pró-russos que "parem os avanços" e que Kiev retire suas tropas das regiões de Donetsk e Lugansk.

"Em primeiro lugar, os grupos armados das milícias devem pôr fim à ofensiva. Em segundo, as forças da Ucrânia devem ficar a uma distância tal das cidades que impossibilite fogo de artilharia", disse Putin.

O presidente russo pediu também a troca incondicional de prisioneiros, e espera que um acordo final entre o governo ucraniano e os separatistas possa ser alcançado até sexta-feira, para quando estão marcadas as negociações de paz em Minsk, capital de Belarus.

O governo em Kiev rejeitou o plano com que Putin pretende dar fim à crise que desde abril assola o leste do país. Segundo o primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, a Rússia pretende apenas enganar a comunidade internacional, justamente um dia antes da cúpula da Otan, de cuja pauta constam os conflitos no leste ucraniano. Ainda de acordo com Yatsenyuk, a intenção de Putin é evitar novas sanções econômicas por parte da União Europeia.

Falando à agência de notícias russa Interfax, o líder separatista Miroslav Rudenko sinalizou que aceitaria um cessar-fogo. "Se Kiev retirar suas tropas, uma solução militar para o conflito não terá sentido", comentou. "No entanto, precisa ser um cessar-fogo de verdade, e não uma oportunidade para o Exército ucraniano posicionar melhor os atiradores deles."

No início desta semana, Rudenko declarara que os separatistas respeitariam a soberania ucraniana em troca de autonomia da região. Isso representa um recuo, já que no começo do conflito eles exigiam independência plena ou uma possível anexação à Rússia. Mas, diferentemente do que acontecera com a Crimeia em março, Putin ignorou os apelos por anexação.

Em resposta a esse recuo nas reivindicações separatistas, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko admite a descentralização de alguns poderes para a região, o que está muito aquém da autonomia reivindicada pelos rebeldes.

PV/ap/lusa/afp

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