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Mundo

Putin promete cooperar com investigações sobre queda de avião

Presidente pede que separatistas garantam a especialistas acesso ao local da tragédia. França, Alemanha e Reino Unido ameaçam com "consequências" caso a Rússia não coopere.

Diante da crescente pressão internacional, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu nesta segunda-feira (21/07) que os separatistas no leste da Ucrânia permitam a especialistas internacionais acesso ao local em que um avião da Malaysia Airlines caiu na quinta-feira passada.

"Tudo deve ser feito para garantir a segurança de especialistas internacionais no local da tragédia", disse Putin num comunicado transmitido pela televisão.

O líder russo reiterou que o incidente não teria acontecido se as forças do governo ucraniano não tivessem posto fim a uma trégua e retomado a campanha militar contra os separatistas pró-Rússia no leste do país.

Entretanto, Putin disse que a queda do avião na última quinta-feira não deve ser usada para fins políticos. "Ninguém deveria – e ninguém tem o direito de – usar esta tragédia para atingir fins políticos. Acontecimentos desse tipo não devem dividir, mas unir as pessoas."

Antes disso, o líder russo já havia garantido cooperação total no esclarecimento da suposta derrubada do avião. Num telefonema com o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, Putin ofereceu ajuda para o transporte dos corpos e da caixa-preta, segundo informações do governo holandês. Também ao falar ao telefone com o premiê da Austrália, Tony Abbott, o presidente russo sinalizara estar disposto a cooperar.

O avião da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo – a maioria deles holandeses – caiu na última quinta-feira. Segundo as autoridades ucranianas, 251 corpos já foram resgatados. Grande parte encontra-se num trem na cidade de Tores. Os vagões resfriados são vigiados por rebeldes armados, que também declararam estar de posse da caixa-preta do avião.

MH17 Ukraine OSZE Separatisten Wagon Leichen Lager 20.7.2014

Vagões de trem armazenam corpos das vítimas

A Alemanha, a França e o Reino Unido haviam aumentado a pressão sobre Putin, exigindo que ele garantisse que os separatistas permitissem que especialistas independentes chegassem ao local do desastre. Os líderes dos três países reclamaram da maneira "catastrófica" como os separatistas estão lidando com as vítimas.

Caso a Rússia não tomasse as "medidas necessárias imediatamente", o Conselho de Ministros do Exterior da União Europeia discutiria sobre possíveis consequências, segundo o governo francês.

Em nota, os líderes dos três países consideram ainda que a Rússia "deve compreender que a resolução da crise ucraniana é agora mais do que nunca um imperativo, depois dessa tragédia que abalou o mundo inteiro".

O Conselho de Segurança da ONU deve votar uma resolução sobre o desastre aéreo nesta segunda-feira. No texto, proposto pela Austrália, exige-se o fim das hostilidades no local da queda do avião. Também pede-se que todos os envolvidos na região, incluindo a Rússia, colaborem com os investigadores internacionais.

Como membro permanente do Conselho de Segurança, a Rússia tem direito de veto e poderia barrar a resolução, mas diplomatas disseram acreditar que um acordo seja possível.

LPF/afp/rtr/lusa

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