1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Putin pede suspensão de licença para intervenção militar na Ucrânia

Medida foi aprovada pelo Parlamento russo em março, e pedido pode aliviar a tensão na Ucrânia. Alemanha pede mais participação da Rússia em missão ucraniana da OSCE. Apesar de cessar-fogo, conflitos continuam no leste.

Um dia após a União Europeia ameaçar a Rússia com sanções econômicas abrangentes, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu que o Parlamento suspenda a permissão para uma intervenção militar na Ucrânia, concedida em março. O pedido deve ser aprovado nesta quarta-feira (25/06) pela maioria dos parlamentares.

Segundo o porta-voz do Kremlin Dimitri Peskov, o passo deve aliviar um pouco a crise na Ucrânia. A licença para uma intervenção militar na região foi aprovada em março pelo Parlamento em Moscou, sob a alegação de proteção à população russa que vive no país. Ela autorizava Putin a enviar tropas ao país vizinho, até a situação se normalizar.

O pedido de Putin é uma forma de demonstrar apoio às negociações de paz na Ucrânia, afirmou o Kremlin. A decisão foi elogiada pelo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que a descreveu como "um primeiro passo fundamental". Na sexta-feira os chefes de governo e de Estado da União Europeia se encontram para debater a crise e possíveis sanções econômicas contra a Rússia, caso o país se recuse a contribuir para amenizar a situação ucraniana.

Comissão internacional

O ministro do Exterior da Alemanha, Frank Walter Steinmeier, visitou a Ucrânia nesta terça-feira. Após um encontro com Poroshenko, ele incentivou uma participação maior da Rússia na missão dos observadores internacionais da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), para solucionar o conflito no leste ucraniano.

Steinmeier bei Poroschenko 24.06.2014 Kiew

Steinmeier conversou com Poroshenko sobre crise

"Ajudará bastante, se ao lado das várias nações que participam agora da missão da OSCE, a Rússia participar com seus próprios observadores", declarou Steinemeier. Além disso, é preciso esclarecer se a missão comum possibilitará, no final, um trabalho em conjunto de controle na fronteira da Rússia com a Ucrânia, propôs o ministro.

Steinmeier também pediu aos separatistas que libertem os oito observadores da OSCE que foram tomados como reféns há semanas. Durante o encontro, lembrou a importância do cessar-fogo, que deve ser mantido não somente pelas tropas do governo, "mas também pelos rebeldes no leste do país".

Conflitos continuam

Segundo o presidente ucraniano, os separatistas pró-Rússia não haviam cumprido o pacto de trégua, horas após terem aceitado a medida. "Infelizmente houve violações do cessar-fogo do outro lado. Na noite passada ocorreram oito incidentes, um soldado foi morto e vários ficaram feridos", informou Poroshenko.

Ukraine 14 ukrainische Soldaten bei Abschuss ihres Hubschraubers getötet 29.05.2014

Helicóptero militar ucraniano abatido por separatistas

Na região oriental de Slaviansk, um helicóptero militar ucraniano foi abatido por rebeldes pró-russos, matando todos os nove tripulantes. Ele transportava técnicos encarregados de instalar equipamentos para monitorar violações do cessar-fogo. Este é o segundo incidente do gênero, em menos de um mês: em 29 de maio, foi derrubado um outro helicóptero do governo, causando a morte de 14 militares, inclusive um general.

Próximo à cidade de Slaviansk, capital regional, ilícias rebeldes, usando lança-granadas e morteiros, atacaram um posto militar controlado por separatistas, e com armas menores atacaram outro posto na fronteira com a Rússia, informou Kiev.

Após um encontro com representantes da OSCE e dos governos ucraniano e russo, na segunda-feira os rebeldes haviam anunciado que acatariam o cessar-fogo até dia 27 de junho imposto unilateralmente por Poroshenko. A medida foi a primeira etapa do plano de paz proposto por Poroshenko.

CN/rtr/dpa/afp

Leia mais