1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Putin ordena retirada de maioria de militares russos da Síria

Presidente russo diz que objetivo da intervenção foi alcançado e que Rússia intensificará seu papel nas negociações de paz. Assad confirma que retirada é de comum acordo.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta segunda-feira (14/03) o início da retirada das forças militares russas da Síria. De acordo com o Kremlin, a intervenção militar no país árabe alcançou seus objetivos.

Em reunião com ministros em Moscou, Putin disse que o processo deve começar nesta terça-feira. Ele afirmou que a Rússia deve intensificar seu papel no processo de paz para dar um fim ao conflito sírio.

"A tarefa apresentada para o ministro da Defesa e as Forças Armadas foi completamente cumprida", disse Putin. "Assim, ordeno que o ministro da Defesa comece a retirar a maioria das nossas forças da Síria."

Segundo o Kremlin, Putin telefonou para o ditador sírio, Bashar al-Assad, para informar sua decisão. Assad teria agradecido a ajuda prestada na "luta contra o terrorismo" e a assistência humanitária a civis.

A presidência síria confirmou que a "redução" das forças russas no país árabe foi acertada em telefonema entre Assad e Putin. Em comunicado, o regime sírio afirmou que ambas as partes resolveram "diminuir o efetivo das forças aéreas russas na Síria, em conformidade com a situação atual no terreno".

A base aérea russa de Hemeimeem, na província síria de Latakia, e um espaço naval no porto de Tartous vão continuar a operar. Segundo Putin, elas continuarão sendo defendidas "por terra, mar e ar".

A Rússia iniciou a intervenção aérea na Síria em 30 de setembro, a pedido de Assad. A presença russa fortaleceu decisivamente o regime, que recuperou territórios dominados pelos rebeldes.

A retirada se dá em meio às negociações para um cessar-fogo entre o regime e os rebeldes, mediadas pela ONU em Genebra, na Suíça.

O cessar-fogo na Síria está em vigor desde 27 de fevereiro, apesar de as forças de Assad e rebeldes trocarem acusações sobre violações. O grupo "Estado Islâmico" (EI) e a Frente al-Nusra, ligada à Al Qaeda, não foram incluídos no acordo.

KG/rtr/dpa/ap

Leia mais