Putin nega interferência da Rússia na eleição dos EUA | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 23.12.2016
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Mundo

Putin nega interferência da Rússia na eleição dos EUA

Durante pronunciamento anual, presidente russo não poupa críticas aos democratas e a Obama, que o acusaram de cometer ciberataques para promover a vitória de Trump. "É preciso saber perder com dignidade", diz.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (23/12), durante sua coletiva de imprensa anual, que Moscou não interferiu na eleição presidencial nos EUA em favor do republicano Donald Trump.

Putin negou as acusações de que o governo russo foi responsável por atos de espionagem contra e-mails do Comitê Nacional do Partido Democrata, para promover a vitória de Trump. Na semana passada, o governo americano acusou a Rússia pelos ciberataques aos democratas durante as eleições presidenciais americanas.

Segundo o líder russo, a derrota do partido Democrata, de Barack Obama e Hillary Clinton, não apenas nas eleições presidenciais, mas também no Senado e no Congresso, comprova que a Rússia não teve qualquer influência no resultado das eleições americanas. "Isso também foi obra minha? Sim, e depois até fizemos uma festa nas ruínas de uma capela do século 18", ironizou Putin.

"Perdedores sempre procuram um jeito de acusar alguém", afirmou Putin. "Na minha opinião, isso denigre a própria dignidade deles. É preciso saber perder com dignidade."

Em outubro deste ano, o portal Wikileaks publicou cerca de 60 mil-emails hackeados do Comitê Nacional do Partido Democrata. No mesmo mês, o governo americano acusou formalmente a Rússia pelos ataques virtuais.

Comentários sobre Trump

Após classificar a suspeita de interferência de ridícula, Trump voltou a sair em em defesa da Rússia na semana passada. "Se a Rússia ou qualquer outra entidade hackeou mesmo a Casa Branca, por que só reclamaram depois que Hillary perdeu?”, questionou o republicano em seu perfil no Twitter.

Com relação a Trump, Putin afirmou que a Rússia foi o único país que acreditou na vitória do republicano durante a corrida à Casa Branca. "O presidente eleito persistiu até o fim, apesar de ninguém, exceto nós [os russos], acreditar que ele pudesse ganhar", declarou.

Putin minimizou as declarações recentes de Trump sobre sua intenção de fortalecer o arsenal nuclear dos EUA, afirmando que os comentários são bastante "normais".

O presidente da Rússia também afirmou que espera uma "normalização" nas relações com os Estados Unidos com a chegada de Trump à Casa Branca. E disse, inclusive, que está disposto a visitar Trump em solo americano, caso seja convidado.

Durante o pronunciamento, Putin não esqueceu de Obama. "O atual governo [dos Estados Unidos] sofre de problemas estruturais", afirmou Putin, destacando que o presidente dividiu a nação americana e não entende a realidade.

NT/lusa/dw/ots

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