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Mundo

Putin limita importações de países que sancionaram Rússia

Decreto de presidente russo impõe restrição de pelo menos um ano sobre produtos agrícolas e alimentícios provenientes da União Europeia e dos EUA, que aplicaram sanções a Moscou por conta da situação na Ucrânia.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira (06/08) a restrição das importações de alimentos e produtos agrícolas provenientes de países que impuseram sanções contra a Rússia por conta da situação na Ucrânia. A limitação, segundo o decreto, valerá por pelo menos um ano.

Em um documento, o Kremlin afirmou que o decreto do presidente "ou proíbe ou limita as importações para a Federação Russa de certos tipos de produtos agrícolas, matérias-primas e alimentos de países que decidiram adotar sanções econômicas contra entidades e indivíduos russos".

A ordem de Putin afirma que a decisão foi tomada "com o objetivo de garantir a segurança" da Rússia. O decreto, no entanto, não nomeia nenhum país em especial nem menciona quais produtos serão banidos.

A porta-voz do governo russo Natalia Timakova disse que os ministros ainda estavam trabalhando na lista de produtos que seriam incluídos entre as restrições de importação.

A decisão de Putin segue a mais recente rodada de sanções contra a Rússia imposta pela União Europeia na semana passada. A Rússia já havia parado de importar alguns alimentos de uma série de países europeus e também chegou a ameaçar os EUA de limitar a quantidade de frango que compra do país.

No entanto, Moscou sempre negou que as medidas estavam ligadas de alguma forma às restrições impostas pela União Europeia e pelos EUA que, até o final do ano, devem levar a frágil economia russa à beira da recessão.

Outras frentes

A limitação de importações de produtos alimentícios e agrícolas, porém, não seria a única resposta da Rússia às sanções. De acordo com o jornal Vedomosti, Moscou estaria estudando fechar o espaço aéreo russo para companhias aéreas ocidentais.

A medida poderia custar até 1 bilhão de euros para as empresas europeias, que ficariam em desvantagem na concorrência com as asiáticas. A aviação russa, porém, também sofreria as consequências dessa medida. Por conta da suspensão dos voos da Dobrolet, as ações da Aeroflot já despencaram 7,8% desde o início desta semana.

E, caso as companhias aéreas do oeste da Europa não possam mais sobrevoar o espaço aéreo da Sibéria, a Aeroflot deixaria de faturar alto: as taxas de sobrevoos são uma importante fonte de renda para a estatal.

Outro meio de pressão política que poderia ser usado por Moscou são suas matérias-primas. Cerca de um terço de todo o petróleo e gás importados por países da UE vem da Rússia. Entretanto, segundo a especialista em energia Claudia Kemfert, a equação não é tão simples.

"Não é bem assim. A questão é se os russos poderiam simplesmente aumentar preços. Há contratos em vigor", lembra Kemfert, do Instituto Alemão para Pesquisas em Economia. "Esses contratos, com validade de vários anos, estabelecem também preços para o gás natural."

A possibilidade pode ainda se transformar para a Rússia em uma faca de dois gumes: se por um lado o Kremlin poderia acertar em cheio a economia europeia, por outro, a Rússia poderia estar também se prejudicando.

Grande parte da receita do país vem exatamente do negócio envolvendo suas matérias-primas. Caso o comércio de petróleo e gás com os países ocidentais sofra um grande impacto, a economia russa seria seriamente afetada.

RM/dpa/afp/ap/dw

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