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Mundo

Putin diz que roqueiras do Pussy Riot não deveriam receber pena muito dura

Três integrantes da banda estão sendo julgadas em Moscou por causa de uma ação de protesto punk numa igreja. Elas podem pegar até sete anos de cadeia.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (02/08) que as três integrantes da banda punk Pussy Riot não deveriam ser julgadas severamente pela ação de protesto realizada numa catedral de Moscou em fevereiro.

Durante uma visita aos Jogos Olímpicos de Londres, Putin disse à agência de notícias Interfax que, apesar de não concordar com a ação da banda, é da opinião de que elas não deveria receber uma punição severa.

“Eu não acho que elas devam ser julgadas severamente por isso. Espero que a corte chegue a uma decisão adequada e justa”, afirmou o presidente russo, acrescentando que cabe à Justiça decidir sobre o caso.

Diversos grupos vêm demonstrando apoio à banda punk em protestos internacionais, como a organização de direitos humanos Anistia Internacional, a banda Red Hot Chili Peppers, o cantor Sting e a cantora alemã Nina Hagen.

A Anistia Internacional lançou uma campanha de apoio à libertação da banda Pussy Riot, que enfrentam o quinto dia de julgamento nesta sexta-feira em Moscou.

Sob o lema "Liberdade de expressão não é vandalismo", a organização de defesa dos direitos humanos escreveu uma carta ao procurador-geral russo, Yuri Yakovlevich Chaika, e ao procurador de Moscou, Denis Gennadievich Popov.

A carta é um pedido de suspensão das acusações e de investigação imediata e imparcial das “ameaças recebidas por familiares e advogados das três mulheres”, além da garantia de proteção a eles.

As três mulheres da banda punk Pussy Riot começaram a ser julgada nesta segunda-feira e podem pegar até sete anos de prisão pela polêmica ação de protesto numa igreja. Com os rostos cobertos, as mulheres cantaram uma música intitulada Virgem Maria, libertai-nos de Putin na Catedral de Cristo Salvador.

GMF/lusa/epd/rtr
Revisão: Alexandre Schossler