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Mundo

Putin diz que o pior para a economia russa já passou

Em entrevista na TV, presidente afirma que sanções impostas pelo Ocidente fortaleceram o país e sua moeda. Líder nega presença de tropas russas na Ucrânia, onde Acordo de Minsk seria única solução para conflito.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deu nesta quinta-feira (16/04) sua tradicional entrevista anual na TV, em que responde perguntas da população. A entrevista foi dominada por questões sobre a economia do país, a

crise na Ucrânia

e as

sanções

impostas ao país pelo Ocidente.

Putin rechaçou possíveis efeitos da atual crise na Ucrânia sobre a economia russa, afirmando que o pior período para o país já passou. "As sanções apenas ajudaram o governo e o Banco Central", declarou, considerando o bloqueio como "um elemento de revitalização da nossa economia".

"O rublo conseguiu se estabilizar e está fortalecido", afirmou o líder do Kremlin. "Especialistas acreditam que já superamos o ápice dos problemas."

Sobre as sanções internacionais impostas à Rússia, o presidente reiterou que o Ocidente utiliza a Ucrânia como pretexto para reavivar uma política de contenção do desenvolvimento russo. Ele disse não esperar que as sanções sejam retiradas em breve, pelo fato de elas serem "de importância estratégica" para alguns países.

Putin defendeu sua política em relação à Ucrânia, que gerou a pior crise entre Moscou e o Ocidente desde a Guerra Fria. O presidente russo acusou o governo de Kiev de falta de vontade política para solucionar o conflito com separatistas pró-Moscou no leste ucraniano, que deixou mais de 6 mil mortos no ano passado.

Perguntado sobre a morte do líder da oposição russa Boris Nemtsov, em fevereiro último, Putin afirmou não saber se alguém havia encomendado o assassinato e qualificou o incidente de "absolutamente vergonhoso e trágico". Ao responder se Nemtsov teria morrido em razão de ter evidências sobre a presença militar russa na Ucrânia, o presidente apenas reiterou que não há tropas russas no país vizinho.

Putin foi categórico ao afirmar que Moscou não interfere na política ucraniana e reiterou o pedido a Kiev para que encerre o que chamou de "bloqueio econômico" imposto às regiões controladas pelos rebeldes. Putin defendeu o Acordo de Minsk, que estabeleceu um cessar-fogo no leste ucraniano, afirmando que esta seria a única solução possível para o conflito.

Outro assunto discutido no programa de TV, com quatro horas de duração, foi o assassinato do jornalista ucraniano Oles Buzyna, conhecido por suas posições a favor da Rússia e que foi morto enquanto a entrevista era realizada. O presidente associou a morte de Buzyna a uma série de assassinatos recentes de opositores do governo da Ucrânia e sugeriu que o Ocidente "prefere não tomar conhecimento" dos fatos.

Sobre as relações da Rússia com os Estados Unidos, o presidente declarou que Washington não precisa de aliados, mas sim, de "vassalos", e que "a Rússia não pode existir num sistema desses".

RC/afp/dpa

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