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Mundo

Putin diz que cogitou colocar arsenal nuclear em alerta

Presidente afirma que esteve prestes a tomar a decisão por temer intervenção ocidental na Crimeia, em março de 2014. Vida de Yanukovytch foi salva pelos russos, afirma.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que considerou deixar armas nucleares em estado de alerta durante a crise que resultou na anexação da península da Crimeia, em março de 2014.

"Estávamos prontos para fazê-lo" caso houvesse um "desenvolvimento menos favorável dos acontecimentos", afirmou o presidente num documentário de quase três horas de duração exibido pela rede de televisão estatal russa neste domingo (15/03). Ele se referia à uma possível intervenção militar na Crimeia por países ocidentais, o que não aconteceu.

Putin disse que teve várias conversas telefônicas com líderes internacionais. "Esse é nosso território histórico, e cidadãos russos vivem lá, eles estavam em perigo e nós não podemos abandoná-los", disse Putin, sobre sua argumentação com os demais líderes. Ele afirmou que sua posição foi franca e aberta. "É por isso que acredito que ninguém teve a intenção de iniciar uma guerra mundial."

No documentário intitulado A caminho de casa, o presidente disse que a Rússia salvou a vida do ex-presidente Viktor Yanukovytch, depois da tomada de poder pelos "revolucionários" que protestaram por vários meses contra a recusa do governo ucraniano de assinar um acordo de associação com a União Europeia. "Ficou claro para nós, uma vez que recebemos informações de que havia planos não apenas para a sua captura, mas também para sua eliminação."

A anexação da Crimeia, levada adiante após um referendo realizado em 16 de março de 2014, é apontada por alguns observadores como sendo o estopim para a guerra civil no leste da Ucrânia, que já causou mais de seis mil mortes desde abril.

RC/rtr/afp/lusa

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