Putin cancela visita a Paris | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 11.10.2016
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Síria

Putin cancela visita a Paris

Decisão é anunciada depois de a França acusar a Rússia de crimes de guerra na Síria e de veto russo a resolução francesa no Conselho de Segurança da ONU.

O presidente russo, Vladimir Putin, cancelou nesta terça-feira (11/10) a visita que faria a Paris no próximo dia 19 de outubro, depois de o governo francês revisar a agenda do encontro e afirmar que aceitaria falar apenas sobre a guerra civil na Síria.

O cancelamento foi anunciado um dia depois de o presidente François Hollande ter dito que as forças sírias cometeram crimes de guerra na cidade de Aleppo, com o apoio da Rússia, e defendido que o Tribunal Penal Internacional (TPI) investigue a acusação.

Putin deveria participar da inauguração de um centro espiritual e cultural ortodoxo russo, um edifício imponente com cúpulas douradas às margens do Sena e que abriga uma igreja, uma escola e os serviços culturais da embaixada.

Em Estrasburgo, onde participa de uma reunião do Conselho da Europa, Hollande disse que Putin desistiu da visita depois de saber que o colega francês não participaria da inauguração e estava interessado apenas em falar sobre a Síria. O Kremlin confirmou a decisão de Putin e acrescentou que o presidente está disposto a visitar Paris quando Hollande "se sentir mais à vontade" com o encontro.

No fim de semana, a Rússia vetou uma resolução do Conselho de Segurança, proposta pela França e pela Espanha, para pôr fim às hostilidades no país árabe. Os russos culparam o governo francês pela fracasso, argumentando que este se recusara a chegar a um consenso.

Nesta segunda-feira, o ministro do Exterior, Jean-Marc Ayrault, defendeu que o TPI investigue a Rússia por possíveis crimes de guerra na Síria. Nem a Rússia nem a Síria são membros do TPI.

Hollande disse que França e Rússia discordam radicalmente sobre a Síria. "E o veto russo à resolução francesa no conselho da ONU impediu o fim dos bombardeios, bem como a proclamação de um cessar-fogo", disse o presidente, ressalvando estar disposto a dialogar com Putin a qualquer momento sobre a paz na Síria.

AS/ap/afp/rtr/lusa

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