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Mundo

Putin ameaça cobrar antecipado gás enviado à Ucrânia

Apesar de palavras duras, presidente diz que levará em consideração dificuldades econômicas de Kiev e as negociações em curso entre Moscou e UE. Chanceler russo acentua importância de fomentar diálogo entre ucranianos.

O presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou nesta quarta-feira (09/04) exigir pagamento antecipado pelo gás natural fornecido à Ucrânia. "A Gazprom só vai enviar gás na quantidade paga pelo lado ucraniano com um mês de antecedência", declarou durante um encontro governamental. "Eles vão receber tanto quanto pagaram."

O primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev, classificou a situação como "crítica", durante a reunião, instando seu governo a mudar para um sistema de pagamentos antecipados. Segundo Putin, a Rússia não fará essa exigência por enquanto, considerando as dificuldades econômicas da Ucrânia e as conversações em curso entre Moscou e a União Europeia.

Entretanto, seu país não está disposto a sustentar indefinidamente a economia ucraniana em apuros, acrescentou o chefe do Kremlin. "A situação hoje é estranha, para dizer o mínimo. Como sabemos, nossos parceiros na Europa reconhecem a legitimidade do atual governo em Kiev, mas não estão fazendo nada para sustentar a Ucrânia."

A Federação Russa não reconhece essa legitimidade, prosseguiu, "mas está continuando a dar assistência econômica e a subvencionar a economia da Ucrânia, no montante de milhões e bilhões de dólares". "Está claro que isso não pode durar para sempre", concluiu Putin.

Em meio a tensões políticas entre os dois países do Leste Europeu, a Gazprom, controlada pelo Estado russo, acusa a Ucrânia de estar lhe devendo o equivalente a 2,2 bilhões de euros, e exige que Kiev tome "medidas imediatas" para sanar a dívida. No início deste mês, a empresa anunciou o aumento do preço das exportações de gás para a Ucrânia em mais de 30%, retirando um desconto anterior.

Na terça-feira, a União Europeia anunciou para a próxima semana em encontro entre seus enviados diplomáticos e representantes de Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, a fim de discutir a crise no Mar Negro. Moscou expressou resistência, declarando querer saber mais sobre a agenda da reunião.

Em conversa com o secretário de Estado americano, John Kerry, nesta quarta-feira, o ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov, reforçou que as conversações em questão devem se concentrar em fomentar o diálogo entre os ucranianos e não nas relações bilaterais dos participantes. Segundo o ministério russo, ambos os chefes de diplomacia apelaram às partes em conflito no sul e no leste da Ucrânia para que se abstenham de violência.

AV/afp/rtr

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