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Mundo

Putin admite que sanções ocidentais abalaram economia russa

Em discurso anual, presidente diz que EUA e União Europeia tentam enfraquecer Rússia e anuncia medidas para tentar contornar fuga de capitais e desvalorização do rublo e do petróleo.

O presidente Vladimir Putin usou seu discurso sobre o estado da nação, nesta quinta-feira (04/12), para reafirmar sua intenção de restaurar plenamente o status da Rússia como potência global – apesar do que chamou de esforço ocidental para enfraquecer Moscou e do "difícil momento" da economia russa.

No discurso no Parlamento, realizado anualmente, Putin deixou claro que Moscou continuará a buscar uma política externa independente e objetivos econômicos ambiciosos. Porém, admitiu que as sanções ocidentais abalaram a Rússia, ainda que tentando minimizá-las.

"As sanções foram apenas uma reação nervosa dos EUA e seus aliados", afirmou. "Mesmo sem isso [o conflito na Ucrânia], eles teriam inventado outra coisa para travar as oportunidades crescentes da Rússia."

O tom usado na primeira parte de seu discurso é similar ao adotado por Putin desde a eclosão da crise ucraniana, em março passado. Ele tachou de "claro cinismo" o apoio ocidental à derrocada, em fevereiro passado, do então presidente ucraniano Viktor Yanukovich – o que qualificou de "golpe de Estado".

"Tragédia" na Ucrânia

O presidente russo também condenou a violência contra os civis no leste da Ucrânia e usou a palavra "tragédia" para definir a situação na região. Segundo ele, o Ocidente apoiou o Exército ucraniano na "repressão" à população pró-russa.

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"Agora nos tentam convencer por todos os meios que esta é a política mais ponderada e acertada, e que nós devemos nos subordinar de maneira cega e sem pensar. Isso não vai acontecer", disse.

Putin ressaltou ainda que o Exército russo "é moderno e, como se diz habitualmente, educado, mas temível", destacando que "ninguém pode conseguir superioridade militar sobre a Rússia".

"Contudo, nós não temos intenção de nos ver impulsionados a uma corrida armamentista a longo prazo, mas ao mesmo tempo garantiremos de maneira confiável nossa capacidade militar nas novas condições", assinalou.

Contra a especulação

A crise entre a Rússia e o Ocidente – a pior desde o final da Guerra Fria – tem afetado seriamente a economia russa, levando Moscou a anunciar que o país vai entrar oficialmente em recessão no início de 2015.

Putin pediu ao banco central russo que tome medidas com vista a combater "os especuladores que aproveitam as flutuações da moeda russa". Segundo ele, "a cotação do rublo não pode se tornar, impunemente, alvo de especulação."

Putin Rede an die Nation 04.12.2014

Putin: "Proponho uma anistia total para os capitais que regressem à Rússia"

"Peço ao banco central russo e ao governo que tomem medidas severas contra os especuladores, que jogam com as flutuações da cotação do rublo", declarou o chefe do Kremlin.

Desde o início do ano, o rublo perdeu 60% de valor em relação ao dólar americano. Entre as razões para a queda estão as sanções ocidentais contra a Rússia e a queda do preço do petróleo, um dos principais produtos de exportação da Rússia.

Fuga de capitais

Na tentativa de combater a fuga maciça de capitais da Rússia, Putin anunciou ainda uma "anistia total" para os ricos que quiserem repatriar o dinheiro que têm depositado em paraísos fiscais.

"Proponho uma anistia total para os capitais que regressem à Rússia", anunciou o chefe de Estado, explicando que a medida será aplicada agora, e apenas uma única vez.

A proposta surge dois dias depois de o Ministério da Economia em Moscou ter avaliado em 124 bilhões de dólares a fuga de capitais do país, desde o início da crise ucraniana e das sanções ocidentais

Também nesta quinta-feira, um ataque rebelde provocou dezenas de mortos e feridos em Grozny, capital da Chechênia. O grupo radical islâmico Emirado do Cáucaso assumiu a autoria do ataque, que aconteceu pouco antes do discurso de Putin sobre a situação da nação.

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