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Economia

Puma, o felino dos esportes

Poucos sabem, mas duas grandes concorrentes de roupas e acessórios esportivos já foram uma só empresa. A Puma foi fundada em 1948, depois de passar 24 anos produzindo calçados esportivos na mesma fábrica que a Adidas.

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Os irmãos Dassler começaram juntos um negócio que rendeu duas gigantes concorrentes

Adolf, apelidado de Adi, e seu irmão Rudolf Dassler abriram, em 1924, uma pequena empresa de calçados de pano. Nos os anos seguintes eles aumentaram a produção, fornecendo sapatos, inclusive, para atletas olímpicos. O primeiro reconhecimento de seu trabalho foi através de Jesse Owens, atleta norte-americano vencedor de quatro medalhas de ouro na Olimpíada de Berlim, em 1936. Além dele, muitos outros esportistas usavam calçados dos Dassler. No total foram conquistadas sete medalhas de ouro e cinco de bronze, além da quebra de muitos recordes mundiais.

O nascimento da Puma

A empresa dos dois irmãos caminhava a passos largos. Tão largos que cada um decidiu seguir seus próprios passos. Finalmente, em 1948, cada um criou sua própria empresa: Adi uniu seu apelido ao sobrenome e fundou a Adidas, enquanto Rudolf criou a Puma Fábrica de Sapatos Rudolf Dassler, lançando a Atom, primeira chuteira de futebol da marca e sucesso desde o início. Um ano depois ele mudou sua sede para Herzogenaurach, nos arredores de Nurembergue, onde se encontra até hoje.

Edson Arantes do Nascimento

Pelé usou chuteiras Puma em duas conquistas mundiais

Em 1962 a fábrica de Rudolf já exportava seus produtos para cerca de 100 países em todos os continentes. As chuteiras Puma conseguiram grande reconhecimento durante a Copa do Mundo de 62, no Chile, e 70, no México, quando o Brasil foi campeão. Pelé foi eleito melhor jogador da competição e usava chuteiras alemãs. Outra inovação da Puma veio em 1968, quando ela se tornou a primeira empresa do segmento a produzir sapatos com velcro.

Na segunda metade da década de 80, a empresa mudou sua política de capitais tornando-se uma Sociedade Anônima (AG), colocando a Puma no mercado de ações das bolsas de Munique e Frankfurt. Em 1991 foi fundada a Puma Internacional, composta inicialmente pelas filiais do Extremo Oriente, Austrália, Espanha, França, Áustria, assim como pela Puma Alemanha.

Felino em crise

"A marca está totalmente fora." "Sapatos e blusinhas estão sendo vendidas a preço de banana nas lojas." "Puma novamente no vermelho." "Três presidentes foram despachados em três anos." "A concorrência americana ganha força e quer tirar a marca das prateleiras, inclusive na Alemanha." Foi com estas frases que o jornal Die Zeit definiu situação da Puma em 1993, período em que a empresa atravessou a pior crise de sua história.

No início da década de 90, a empresa sofreu um corte brutal: 50% do pessoal foi demitido, restando somente 367 funcionários na Alemanha, enquanto a Puma Internacional perdeu 400 dos seus 1100 funcionários. O faturamento caiu, deixando a empresa com 35 milhões de euros de prejuízo.

Jochen Zeitz von Puma

O presidente da empresa, Jochen Zeitz: quadriplicou a arrecadação em dez anos

Atualmente a marca do felino é admirada por crianças, adolescentes e adultos. Atores de Hollywood admitem ser fãs da Puma. Madonna já apareceu usando Puma, sem receber por isso. Até mesmo grandes concorrentes copiam alguns de seus lançamentos. O responsável pela grande reviravolta é Jochen Zeitz, atual presidente da empresa. Em 1993 ele foi chamado com a função de reestruturar a companhia e recuperar sua força no mercado. Em 2002 a Puma mais que quadruplicou sua arrecadação.

Capital estrangeiro e novos mercados

Ainda no início dos anos 90, a Puma conseguiu elevar seu capital em 20 milhões de marcos, chegando a um capital nominal de 70 milhões de marcos. O ano de 1994 foi o mais importante para a empresa, pois foi o primeiro em que ela conseguiu terminar com um saldo positivo desde sua entrada no mercado de ações: lucro de 25 milhões de marcos.

Em 1997 a distribuidora cinematográfica Monarchy Regency Enterprises adquiriu 25% da Puma, tornando-se maior acionista exclusivo da empresa. Um ano depois ela se uniu à norte-americana LogoAthletic, uma fabricante de roupas de esporte e fornecedora de uniformes para a Liga Nacional de Futebol Americano (NFL).

A partir daí ela passou a fornecer uniformes não somente para nove times de basquete da liga profissional norte-americana, mas também para 13 equipes da NFL, tornando-se uma das quatro empresas que equipam os times.

Crescimento contínuo

A Puma continuou crescendo, ampliando seu mercado e as áreas de atuação. Novos contratos foram firmados com atletas, equipes de diversos esportes e escuderias para o fornecimento de trajes e equipamentos. Três novas marcas foram lançadas, 96Hours, Nuala e Starck, produzidas em parceria com estilistas renomados. A empresa abriu diversas "lojas-conceito" nas principais cidades de seis diferentes países.

A Puma não só elevou seu faturamento, mas também fez do nome uma marca mundialmente conhecida. Os números da empresa também cresceram continuamente. Em 2003 ela fechou o ano com um balanço muito positivo: faturamento de 1,2 bilhão de euros.

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