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Economia

Provedores de energia na berlinda após apagão parcial na Europa

Europa esteve à beira de um blecaute total, no sábado à noite, após inúmeras panes na rede elétrica alemã. Políticos alemães criticam provedoras e exigem mais investimentos.

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Dez milhões de europeus ficaram sem luz

Milhões de domicílios na Europa ocidental ficaram às escuras, pouco depois das 22 horas do sábado, após uma série de panes na rede de energia elétrica alemã. Na Alemanha, mais de um milhão de pessoas foram afetadas pelo apagão, em diferentes regiões do país. Na França, cinco milhões ficaram sem energia elétrica.

Na maioria dos casos, a interrupção no fornecimento não durou mais que uma hora, mas paralisou em parte o trânsito ferroviário. Numa reação em cadeia, as conseqüências se fizeram sentir da Alemanha à Espanha, passando pela Bélgica, França, Itália e Áustria. Ao todo, dez milhões de pessoas foram atingidas, segundo o presidente da provedora francesa RTE, André Merlin. Em sua opinião, a Europa esteve à beira de um blecaute total.

Em busca das causas

Um dos fatores que pode ter ocasionado a pane foi a passagem do navio de cruzeiro Norwegian Pearl pelo Rio Ems, no norte da Alemanha. "Meia hora antes da queda da rede, um cabo de alta tensão que passa por cima do Ems foi desligado para deixar passar um navio", declarou Christian Schneller, porta-voz da empresa E.On à agência de notícias DPA. "É possível que haja uma ligação entre os fatos. Mas isso não explica o que aconteceu. Deve haver ainda outras causas."

Outra possibilidade é que tenha sido cometido um erro na alimentação da rede com energia produzida por cataventos. Um porta-voz da Secretaria da Economia da Renânia do Norte-Vestfália esclareceu que, dependendo da quantidade de energia eólica conduzida à rede, é necessário alterar as quantidades fornecidas por outros provedores. Fato é que a rede no sábado foi alimentada com grande quantidade de energia de cataventos.

Políticos exigem conseqüências

Na Alemanha, políticos exigiram mais investimentos na segurança das redes de energia. O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, defendeu a criação de uma agência européia que supervisione o setor. "Minha primeira impressão é que existe uma contradição em ter redes européias, mas nenhuma agência européia de energia", declarou.

Para o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, o apagão mostra "como é urgente que os provedores de energia cumpram os deveres que lhes são impostos por lei e garantam a eficácia da rede". As empresas precisariam investir seus altos lucros no saneamento dos cabos de alta tensão existentes e na construção de novos, exigiu o social-democrata.

De uns anos para cá, os blecautes vêm se repetindo na Europa. Em setembro de 2003, quase toda a Itália e a cidade de Genebra, na Suíça, ficaram quase 20 horas sem energia elétrica. No inverno passado, a população da região de Münster, no noroeste da Alemanha, ficou dias às escuras e sem calefação porque as torres de energia tombaram sob o peso da neve.

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