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Brasil

Protestos pró-Dilma nos 26 estados e no Distrito Federal

Maior manifestação ocorreu em Brasília, segundo os organizadores, para pressionar diretamente a Câmara e o Senado. Lula diz que o país "está mostrando o quanto valoriza a democracia".

Brasilien Demo in Sao Paulo für Unterstützung von Dilma Rousseff

Manifestação na Praça da Sé, no centro de São Paulo

Dezenas de milhares de manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff protestaram nesta quinta-feira em diversas cidades do país em favor da democracia e contra o que afirmam ser um golpe para derrubar o governo.

As manifestações, ocorridas nas 26 capitais estaduais e no Distrito federal, foram organizadas por mais de 60 sindicatos e movimentos sociais. Ao menos 75 cidades em todo o país registraram atos contra o afastamento da presidente.

Desta vez, o centro dos protestos foi em Brasília, e não São Paulo. Segundo os organizadores, a intenção era pressionar os deputados e senadores na própria capital federal. Os movimentos sociais afirmaram que 200 mil pessoas estiveram presentes na manifestação na Esplanada dos Ministérios. Segundo estimativas da Policia Militar, o total seria de 50 mil.

Em São Paulo, os protestos se concentraram ao redor da Praça da Sé, na região central da cidade. A manifestação foi organizada pela Frente Brasil Popular, que reúne mais de 60 organizações. Segundo o Datafolha, cerca de 40 mil pessoas – 60 mil, segundo os organizadores – participaram do ato.

No Rio de janeiro 80 mil pessoas, segundo os organizadores, estiveram presentes no Largo da Carioca, na região central da cidade. Um dos destaques foi a participação do compositor Chico Buarque, que lembrou o golpe militar de 1964 e pediu a "defesa intransigente da democracia". "De novo não, não vai ter golpe", afirmou o cantor.

Também foram ouvidos gritos e cartazes contra o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o juiz federal Sérgio Moro, que concentra em primeira instância os processos da operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

Lula: "Impeachment sem base legal é golpe"

O Instituto Lula divulgou na rede social Twitter um vídeo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, no qual ele afirma que o país "está mostrando o quanto valoriza a democracia" e diz que não há base legal para o impeachment de Dilma.

"A presidente Dilma não cometeu nenhum crime de responsabilidade, e impeachment sem base legal é golpe", afirma Lula no vídeo. Sua presença era aguardada na manifestação em Brasília, mas o Instituto Lula informou que ele não participaria de nenhum dos atos desta quinta-feira.

Os protestos a favor de Dilma e contra o impeachment acontecem enquanto tramita no Congresso um processo de impedimento que acirrou ainda mais a tensão política, em meio à forte recessão econômica e baixa popularidade da presidente, além das investigações da operação Lava Jato contra a corrupção.

O atual quadro levou centenas de milhares de pessoas a protestarem em várias cidades do país contra o governo no último dia 13, no que foi considerada a maior manifestação popular já registrada no Brasil. As manifestações favoráveis ao governo no dia 18 reuniram centenas de milhares em todo o país.

A presidente, que nega ter cometido crime de responsabilidade que justifique um impeachment, adotou como estratégia de defesa chamar o processo de impedimento em curso no Congresso de golpe, e voltou a repetir o discurso em evento mais cedo nesta quinta-feira no Palácio do Planalto.

“Para cada momento histórico o golpe assume uma cara. Nos processos que a América Latina passou nos anos 1960, 1970 e 1980, a forma tradicional era a intervenção militar", disse a presidente, que foi presa e torturada durante o regime militar. A quinta-feira marcou o 52º aniversário do golpe que deu início à ditadura militar no país.

"Agora a forma está sendo a ocultação do golpe através de processos aparentemente democráticos. Se usa um pedaço da democracia. Estão tentando dar um colorido democrático a um golpe porque não tem base legal”, completou Dilma

RC/abr/rtr/ots

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