Protestos na Grécia: país continua sob tensão | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 08.12.2008
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Mundo

Protestos na Grécia: país continua sob tensão

A morte de um jovem de 15 anos na Grécia provocou no país um dos tumultos mais sérios das últimas décadas. Manifestantes tomaram o consulado grego em Berlim e embaixada grega em Londres em sinal de protesto.

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Protestos em Berlim: manifestantes condenam morte de jovem de 15 anos em Atenas

O governo da Grécia passa por uma de sua piores crises no momento. No país, as estradas ferroviárias estão sendo bloqueadas e universidades ocupadas por manifestantes. Os tumultos dos últimos três dias já deixaram um prejuízo de mais de 100 milhões de euros.

Depois das manifestações ocorridas em várias cidades do país em decorrência da morte de um jovem de 15 anos pela polícia de Atenas, assassinado a tiros pela polícia, os protestos chegaram à Alemanha. Em Berlim, o consulado geral grego foi tomado por manifestantes nesta segunda-feira (08/12), que entregaram aos funcionários um documento condenando a morte do estudante.

Os manifestantes tiraram a bandeira grega do telhado do consulado e colocaram no lugar um cartaz com os dizeres "Estado assassino". A polícia alemã enviou 130 policiais ao local, que tentam contornar a situação. A ocupação do prédio, no entanto, terminou no começo da noite sem detenções. Em Londres, manifestantes ocuparam a embaixada grega.

Novos protestos

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Varanda do consulado grego em Berlim: 'não' à violência policial cometida em Atenas

Em Atenas e outras cidades do país, a situação se manteve tranqüila nas primeiras horas desta segunda-feira, mas à tarde já foram registrados tumultos principalmente em Salônica, no norte.

Para a noite desta segunda-feira, estão sendo anunicados grandes protestos nas ruas de cinco cidades do país, entre elas Atenas e Salônica. As escolas mantiveram-se fechadas. "Muitos estudantes tomaram as escolas e muitos professores iniciaram uma greve de três dias", diz Dimitris Bratis, presidente do sindicato dos professores no país.

Recolhida de destroços

Mais de 500 funcionários públicos começaram nesta segunda a recolher as carcaças de carros incendiados que se encontram pelas ruas de Atenas. Os tumultos do fim de semana deixaram um saldo de 40 feridos.

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Loja de departamento em Atenas: ataques dos manifestantes

Além de estabelecimentos comerciais, agências bancárias e instituições públicas, os manifestantes atacaram também residências particulares. Como a polícia fez uso de gás lacrimogêneo para dissipar os manifestantes, centenas de habitantes de Atenas vêm apresentando problemas respiratórios desde o início dos tumultos.

Na tarde do domingo, ocorreram sérios confrontos entre os cerca de cinco mil manifestantes e forças policiais de Atenas. Em Salônica, Komotini e Ioannina, no norte do país, em Patras, no sul, e na Ilha de Creta houve também um série de protestos decorrentes do assassinato do jovem de 15 anos pela polícia no último sábado.

O jornal grego Eleftheros Typos estampou em sua edição de segunda-feira a manchete "Crime, terror e violência", comentando o estado das ruas da capital do país após os tumultos. Para o comentarista do jornal, a espiral de violência tem que se encerrar, "só não se sabe como". Alguns moradores associam o cenário atual com os anos de guerra civil no país, entre 1947 e 1949.

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