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Mundo

Protestos marcam visita de Zemin à Alemanha

Berlim mobiliza 4.400 policiais para proteger comitiva oficial chinesa. Schröder aborda questão dos direitos humanos, mas garante apoio alemão às reformas na China.

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Encontro do presidente chinês, Jiang Zemin, (d), com o presidente do FDP, Guido Westerwelle(e).

Cercado por um forte esquema de segurança, o presidente chinês, Jiang Zemin, iniciou, nesta terça-feira (9), a parte oficial de sua visita de seis dias à Alemanha. Pela manhã, Zemin e sua esposa, Wang Yeping, foram recebidos com honras militares pelo presidente alemão, Johannes Rau. Depois, encontraram-se com o prefeito da capital alemã, Klaus Wowereit (SPD), o chanceler federal Gerhard Schröder (SPD) e representantes dos partidos de oposição (CDU, CSU, FDP e PDS).

A visita de Zemin é acompanha de protestos de chineses residentes na Alemanha, integrantes da Anistia Internacional e do movimento clandestino Falun-Gong contra a repressão às minorias na China. A Sociedade para os Povos Ameaçados fez uma vigília pública nas proximidades da chancelaria federal para exigir a proibição da tortura nas prisões chinesas.

Intercâmbio - Os ministros adjuntos das Relações Exteriores da Alemanha, Ludger Volmer, e da China, Qiao Zonghuai, assinaram em Berlim um protocolo para intensificar o intercâmbio cultural entre os dois países. O governo chinês pretende abrir um instituto cultural na capital alemã. Em contrapartida, o governo alemão promete ampliar o Instituto Goethe de Pequim, fundado em 1998. Na prefeitura de Berlim, Zemin assinou o livro de ouro da cidade, que mantém parceria com Pequim, e destacou a importância do intercâmbio acadêmico e científico.

Ao contrário de outros chefes de Estado, Zemin não tem nenhum encontro marcado com a imprensa alemã, durante sua estadia no país, até o próximo sábado (13). Ele quer evitar perguntas incômodas sobre direitos humanos e teria ameaçado até cancelar sua visita à Alemanha, caso tivesse que conceder um entrevista coletiva junto com o chanceler alemão Gerhard Schröder.

Segurança máxima - O governo alemão age com cautela, para evitar constrangimentos semelhantes aos ocorridos em 1994, na visita de Li Peng, considerado principal responsável pelo massacre na praça da Paz Celestial em 1990. Desta vez, foi montado um esquema de segurança máxima, para impedir que o visitante seja confrontado com protestos públicos.

A polícia de Berlim mobilizou 4.400 policiais para a visita de Zemin. Os protestos só são permitidos longe do olhar de Zemin, que só quer ver bandeiras e cartazes de chineses simpatizantes de seu governo. Ônibus e viaturas da polícia formam um verdadeiro escudo de proteção à comitiva oficial.

Diálogo em vez de crítica

O governo alemão prefere a cooperação e o diálogo à crítica pública à China. Por isso, é acusado de colocar os interesses econômicos acima dos interesses humanitários. Com 1,2 bilhão de habitantes, a China é considerada um enorme mercado para as exportações alemãs.

Schröder e Zemin abordaram a ampliação das relações econômicas e culturais teuto-chinesas bem como a cooperação nos setores de tecnologia e meio ambiente. O assessor de política externa de Schröder, Dieter Kastrup, entregou a Qiao Zonghuai uma lista de prisioneiros políticos chineses, elaborada pela Anistia Internacional. A questão dos direitos humanos também teria sido abordada pelo chanceler alemão.

Segundo fontes do governo, foram discutidos ainda assuntos de política interna da China e a situação internacional. Schröder e Zemin concordaram que é necessário um cessar-fogo imediato para resolver a crise no Oriente Médio e uma ação conjunta para combater o terrorismo. O governo alemão prometeu também continuar apoiando o processo de reformas econômicas e políticas na China.

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