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Mundo

Protestos em massa no Kuwait deixam dezenas de feridos

Polícia utilizou gás lacrimogênio e balas de borracha contra milhares de manifestantes que protestavam contra mudanças na lei eleitoral do país, anunciada faltando pouco mais de um mês para eleições parlamentares.

epa03441753 Kuwaiti special forces baton charge against demonstrators in Kuwait, 21 October 2012. Kuwait's opposition called 21 October for a protest march and poll boycott, as the government issued a decree instituting harsh penalties for inciting 'sectarian or tribal conflict', in a significant rising in political tension in the Gulf state. EPA/RAED QUTENA

Ausschreitungen in Kuwait am 21.10.2012

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas neste domingo (21/10) para protestar contra mudanças na lei eleitoral do Kuwait. A manifestação foi reprimida com violência pela polícia, horas depois de o governo estabalecer um decreto que institui penas pesadas a quem incitar "conflitos sectários ou tribais".

O protesto foi organizado pela oposição nacionalista depois da decisão do emir xeque Sabah al Ahmad al Sabah de alterar a lei eleitoral, apesar de ela ter sido aprovada pela Justiça no mês passado. A oposição afirmou que as alterações caracterizam um golpe contra a Constituição.

Um decreto governamental instituído no sábado mudou o sistema de votação para as eleições, permitindo aos cidadãos que votem em apenas um candidato, em vez de quatro, como foi estipulado na lei aprovada em 2006. A medida foi anunciada faltando pouco mais de um mês para as eleições parlamentares no país, marcadas para o dia 1º de dezembro.

O ministro do Interior do Kuwait havia alertado que não toleraria qualquer tipo de protesto. Quando ativistas se reuniam em diversas partes da capital, Cidade do Kuwait, para caminhar até a sede do governo, policiais mascarados cercaram vários deles para dispersá-los, usando gás lacrimogênio, balas de borracha e granadas de efeito moral.

Testemunhas disseram ter visto diversas pessoas feridas. O ex-primeiro-ministro Abdullah al Barghash afirmou que muitos homens foram levados para o hospital em ambulâncias.

RO/ afp/ dw
Revisão: Francis França