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Mundo

Protestos contra o governo após atentado na Turquia

Manifestantes acusam primeiro-ministro turco de colaborar com o "Estado Islâmico". Curdos responsabilizam governo pelo ataque suicida ocorrido em cidade da fronteira com a Síria.

A Turquia reforçou a segurança na fronteira com a Síria nesta terça-feira (21/07), após o pior atentado terrorista em mais de dois anos em solo turco, ocorrido nesta segunda na cidade fronteiriça de Suruç.

O número de vítimas aumentou para 32 e cerca de cem pessoas ficaram feridas, conforme informações da agência de notícias turca DHA.

Na cidade curda de Diyarbakir e em Istambul, mais de mil manifestantes pró-curdos foram às ruas. Eles acusam o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan de tolerar o "Estado Islâmico" (EI) ou até mesmo de apoiar a milícia terrorista.

Em Istambul, a polícia turca dispersou centenas de manifestantes com jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo no final da noite desta segunda-feira. O governo da província de Sanliurfa proibiu protestos nesta terça-feira na região de Suruç, segundo a DHA.

Istanbul, Protest gegen Regierung

Polícia turca usa jatos de água para dispersar manfiestantes em Istambul

A maioria das vítimas do ataque terrorista eram estudantes universitários. O PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) afirmou que o governo apoia a luta do EI contra os curdos na fronteira com a Síria.

Setores da oposição pressionam o governo turco por mais informações sobre o incidente na cidade fronteiriça de Suruç.

O primeiro-ministro Ahmet Davutoğlu disse que as primeiras informações são de que se trata de um ataque terrorista do EI, provavelmente cometido por uma mulher. Ela não teria sido identificada.

É a primeira vez que o governo acusa diretamente o EI por uma ação terrorista em território turco. "Vamos continuar reforçando a fronteira. O ataque atingiu a todos nós", disse Davutoğlu, exigindo que os autores do crime sejam levados à justiça.

A violenta explosão devastou os jardins do centro cultural de Suruç, onde estavam reunidos estudantes que queriam participar na reconstrução da cidade síria de Kobane. Situada do outro lado da fronteira, Kobane foi destruída durante a batalha entre o EI e as milícias curdas da Síria, entre setembro de 2014 e janeiro deste ano.

MP/rtr/afp/dpa/lusa

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