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Mundo

Protestos contra o governo acabam em violência no Kosovo

Manifestantes criticam acordo que dá mais poderes à minoria sérvia no país, que é majoritariamente de etnia albanesa, e um acerto sobre as fronteiras com Montenegro.

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Manifestantes e policiais entraram em choque na capital do país, Pristina

A polícia do Kosovo revidou neste sábado (09/01) com jatos d'água e gás lacrimogêneo aos ataques de milhares de manifestantes que atiraram pedras e coquetéis molotov contra as forças policiais e atearam fogo a um prédio governamental.

A violência começou no final de um protesto que reuniu milhares de pessoas na capital, Pristina. Elas pediam a renúncia do governo, argumentando que ele feriu a Constituição do país ao fechar acordos com a Sérvia e com Montenegro em 2015.

A manifestação foi a mais recente de uma série de protestos contra o acordo alcançado com a Sérvia, país do qual o Kosovo se separou em 2008, e contra um entendimento sobre a demarcação de fronteiras com Montenegro.

Segundo a polícia, 12 pessoas ficaram feridas, incluindo oito policiais e dois jornalistas, e 24 manifestantes foram detidos. Dois carros da polícia foram danificados.

Em dezembro, a corte constitucional decidiu que parte de um acordo entre o Kosovo e a Sérvia não está em conformidade com a Constituição do país. O acordo dá mais poderes à etnia sérvia no Kosovo.

Os manifestantes criticaram principalmente a criação de uma associação de municípios governados pela minoria sérvia. Eles afirmam que isso vai aprofundar as divisões étnicas e aumentar a influência sérvia no Kosovo, cuja população de 1,8 milhão é majoritariamente de etnia albanesa e muçulmana.

"Não seremos governado por aqueles que trocam a nossa soberania. Queremos imediatamente eleições livres porque eles já não têm o direito de governar o Kosovo", disse a líder oposicionista Fatmir Limaj.

AS/lusa/afp/ap

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