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Mundo

Protestos contra medidas de austeridade se espalham pelo sul da Europa

Sindicatos portugueses e espanhóis iniciam greve geral conjunta contra os cortes de gastos públicos e os aumentos de impostos. Também na Itália, na Grécia, na França e na Bélgica estão previstas paralisações.

Milhares de trabalhadores participam nesta quarta-feira (14/11) de greves em vários países do sul da Europa, principalmente na Espanha e em Portugal, onde sindicatos organizaram a primeira greve conjunta dos dois países.

Os trabalhadores protestam contra os anunciados cortes de gastos públicos e os aumentos de impostos, que os sindicatos dizem trazer miséria e agravar ainda mais a crise econômica nesses países.

Além de Portugal e Espanha, há protestos programados na Grécia, na Itália e na França. Também na Bélgica os trabalhadores planejam paralisações e manifestações como parte do Dia Europeu de Ação e Solidariedade.

Nas primeiras horas da manhã desta quarta, a polícia espanhola deteve 42 pessoas e ao menos 16 ficaram feridas em diversos incidentes relacionados com a paralisação.

A greve afeta principalmente a indústria e os setores de transportes e distribuição. O consumo de energia caiu 11%, já que as fábricas desligaram as linhas de produção.

"Nós estamos em greve para pôr fim a essas políticas suicidas", disse o sindicalista Candido Mendez, líder do segundo maior sindicato espanhol, a União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Credores internacionais e alguns economistas dizem que os programas de austeridade são necessários para reorganizar as finanças públicas depois de anos de gastos excessivos.

Cerca de 5 milhões de pessoas, ou 22% da força laboral, são membros dos sindicatos na Espanha. Em Portugal, cerca de um quarto dos 5,5 milhões de trabalhadores são sindicalizados.

Sindicatos planejaram comícios e passeatas em cidades dos dois países, com destaque para uma grande manifestação em Madri, prevista para às 18h30 do horário local (15h30 em Brasília).

Lisabon Generalstreik

Check-in da TAP no Aeroporto de Lisboa durante a greve desta quarta-feira

Voos, trens e balsas cancelados

Na Espanha, a expectativa é que apenas 20% dos trens de longa distância e um terço dos trens regionais funcionem. Em Portugal, o metrô de Lisboa não funcionou nesta madrugada e apenas 10% dos trens deverão funcionar, atendendo ordens judiciais.

Em Barcelona, ​​segunda maior cidade espanhola, centenas de contêineres de lixo foram retirados das ruas para evitar que sejam queimados.

Mais de 600 voos foram cancelados na Espanha, principalmente das companhias aéreas Iberia e Vueling. A TAP Portugal cancelou cerca de 45% dos voos.

A Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL, sigla em italiano), maior sindicato do país, também convocou uma paralisação. O Ministério dos Transportes espera que trens e balsas parem por quatro horas.

Na Grécia, que passou por dois dias de greve na semana passada, os principais sindicatos do setor público e privado convocaram uma paralisação de três horas para hoje, embora a polícia de Atenas só espere cerca de 10 mil manifestantes.

AFN/rtr/lusa/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

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