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Economia

Protestos antecedem encontro do G-8

As previsíveis manifestações começaram de manhã na Escócia, quando ativistas entraram em conflito com a polícia em vários locais perto do hotel onde ocorre o encontro. Um cenário em tudo diferente das primeiras cúpulas.

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Manifestante sai ferido em confronto violento com a polícia britânica

Como já é tradição em recentes encontros do G-8, protestos de opositores da globalização ocorreram nesta quarta-feira (06/07) nas imediações do hotel Gleneagles, onde estão os líderes das sete nações mais ricas do planeta, da Rússia e da China. Em Stirling, a cerca de 22 quilômetros a sudoeste de Gleneagle, mais de cem manifestantes quebraram vidros de carros e atiraram pedras em policiais.

Os ativistas, quase todos vestidos de preto e encapuzados, vieram de um camping no qual estão cerca de 5 mil pessoas. A polícia prendeu cerca de 60 manifestantes e divulgou que nove policiais foram feridos.

A rodovia M9, que leva da capital Edimburgo ao hotel Gleneagles, foi fechada pela polícia já de manhã. Houve conflito quando manifestantes tentaram romper a barreira policial. No lugarejo de Crieff, 50 integrantes do grupo Eco-Warriors fecharam com troncos e galhos uma ponte. Eles disseram que participantes do encontro de cúpula do G-8 passariam pelo local. Mas ao menos o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, não passou por lá: ele chegou, ainda de manhã, de helicóptero ao hotel-castelo.

Na listas de manifestações contra os efeitos negativos da globalização está ainda o último show da série promovida pelo músico Bob Geldof. Para as apresentações em Edimburgo são esperadas as presenças de artistas como Annie Lennox, Travis e The Sugababes. Um avião fretado levou artistas alemães para o local, entre eles o vocalista da banda Tote Hosen, Campino, o criador da Love Parade, Dr. Motte. Também participam o cantor Herbert Grönemeyer e a modelo Claudia Schiffer.

Conversas ao pé da lareira

Verhandlungen in Rambouillet

O castelo de Rambouillet, na França

Quem acompanha as atuais notícias de protestos e confrontos policiais relacionadas com o G-8 mal pode imaginar a tranqüilidade com que transcorreu o primeiro encontro, em 1975. A idéia partiu do então presidente francês Giscard d'Estaing e do seu colega alemão, o chanceler Helmut Schmidt. Os líderes de Alemanha, França, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos se reuniram para uma conversa ao pé da lareira no castelo Rambouillet, nas proximidades de Paris. Eram apenas seis países e não houve protestos.

Os líderes das nações mais industrializadas do planeta procuravam um fórum para debater os problemas financeiros e cambiais internacionais. Os temas dominantes à época eram o colapso do sistema de Bretton Woods e o primeiro choque do petróleo, patrocinado pela Opep em 1973.

A idéia central permanece a mesma, mas os encontros, dos quais participam hoje o Canadá (desde 1976) e a Rússia (oficialmente desde 1998), há tempos não são mais apenas econômicos. Eles se tornaram também políticos e voltados para a discussão de temas globais cruciais, como políticas de desenvolvimento, perdão de dívidas dos países pobres, meio ambiente, clima mundial, terrorismo e também problemas os econômicos regionais.

Antes e depois de Gênova

Verletzte Demonstrantin in Genua

Violência nos protestos de Gênova

A inclusão de problemas globais nas discussões trouxe consigo os protestos de grupos contrários à globalização. Inicialmente pacíficas, as manifestações assumiram um caráter violento em 2001, ano em que o G-8 se reuniu na cidade italiana de Gênova. A violência com que a polícia italiana reprimiu os protestos de mais de 200 mil pessoas resultou na morte de um ativista e na prisão de centenas de manifestantes.

A tragédia de Gênova levou os países do G-8 a adotarem uma tática para neutralizar as manifestações: a escolha de locais pequenos e isolados para sede do encontro. O Canadá escolheu Kananaskis, nas Montanhas Rochosas, em 2002; a França elegeu o lugarejo alpino de Evian-les-Bains, às margens do lago de Genebra, em 2003; e os Estados Unidos optaram pela ilha Sea Island, na costa do Estado americano da Georgia, em 2004. Este ano, a escolha recaiu sobre o castelo transformado em hotel Gleneagles, na Escócia.

Com a China, um possível G-9

Se os locais escolhidos para sede do encontro são cada vez menores, o número de participantes tende a aumentar. Este ano, foram convidados para debates a Índia, o Brasil, a Índia, a África do Sul, o México e a China – o chamado "G-8 mais 5".

Archivbild: Treffen Jintao und Putin

O presidente da China, Hu Jintao, ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin

O acelerado e constante crescimento econômico da China pode fazer com que o G-8 se transforme no G-9. A discussão é antiga, mas ganhou força com evidências atuais: com um crescimento anual de 9% do PIB, a China já tirou do Canadá o posto de sétima maior economia do planeta e deve superar em breve a Itália, chegando à sexta posição. Em 2003, o presidente Hu Jintao já participou, como convidado, do encontro em Evian-les-Bais. O convite foi retomado este ano.

A lista de temas relacionados à China é longa. Os Estados Unidos querem que Pequim desvalorize sua moeda e deixe de lado o câmbio fixo. Os americanos culpam a China pelos problemas econômicos que enfrentam, como o alto déficit da balança comercial e o fechamento de postos de trabalho. O G-8 também espera que a China possa intermediar a retomada das conversas sobre o conflito atômico entre os países industrializados e a Coréia do Norte.

A presença da China também é fundamental para o sucesso das discussões sobre o aquecimento global. O país oriental é o segundo maior emissor de dióxido de carbono do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Considerado país em desenvolvimento, a China não está obrigada a reduzir suas emissões. Mas sem o seu apoio, a batalha contra o aquecimento do planeta dificilmente pode ser ganha.

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