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Mundo

Protestos acompanham enterro de jovem palestino em Jerusalém

Funeral foi marcado por confrontos com a polícia, deixando dezenas de feridos. Investigação do assassinato dos três jovens israelenses prossegue, enquanto continuam os bombardeios na Faixa de Gaza.

O enterro do jovem palestino Mohammed Abu Khder, de 16 anos, nesta sexta-feira (04/07) foi marcado por protestos e confrontos com a polícia israelense. Milhares de palestinos acompanharam o cortejo fúnebre pelas ruas da zona leste de Jerusalém, no bairro de Shuafat.

Uma multidão com bandeiras palestinas acompanhou o cortejo fúnebre até uma mesquita. Durante o percurso ouviam-se brados de "Com nosso sangue e almas vamos nos sacrificar pelo mártir!". Em vários locais da cidade, palestinos jogaram pedras em policiais israelenses, que reagiram com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. Segundo a imprensa, houve dezenas de feridos.

Perante o conflito, a polícia contou com forças adicionais. "Milhares de policiais foram enviados à região", informou a instituição. Além disso, foi proibida a entrada de homens de menos de 50 anos no complexo da mesquita Al-Aksa – santuário muçulmano mais importante na cidade e frequente ponto de partida para protestos violentos.

A família de Abu Khder e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmam que o assassinato do jovem foi um ato de vingança pela recente morte de três jovens colonos israelenses na Cisjordânia. Abu Khder foi raptado e morto na quarta-feira, depois do enterro dos rapazes.

Jerusalem Begräbnis ermodeter Jugendlicher 04.07.2014

Milhares participaram do funeral de Mohammed Abu Khder

Revolta e tensão

A polícia de Israel afirma estar investigando o caso de Khder, cujo motivo ainda não está claro. Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou o assassinato de Abu Khder e prometeu encontrar os culpados.

"Vamos trazer justiça aos criminosos responsáveis por esse crime desprezível, seja quem forem. Assassinato, motim, incitação não têm espaço na nossa democracia", declarou Netanyahu.

Por outro lado, Israel segue culpando a organização palestina Hamas pela morte dos jovens israelenses, sequestrados quando pediam carona e encontrados mortos na última segunda-feira, após 18 dias desaparecidos. O assassinato dos quatro jovens desencadeia emoções e hostilidades de ambos os lados.

Na sexta-feira, 12 projéteis foram disparados da Faixa de Gaza em direção a Israel. Em resposta, a artilharia israelense atacou a região. Segundo os militares, três foguetes foram destruídos pelo sistema de defesa antimísseis e um danificou uma casa e um carro. As autoridades pediram que moradores de locais próximos à Faixa de Gaza fossem procurassem proteção em abrigos.

Ódio na internet

Em Ramallah, Cisjordânia, também houve conflitos entre palestinos e militares israelenses. Além disso, o Exército israelense informou ter prendido quatro soldados que espalharam declarações antiárabes nas redes sociais.

Um porta-voz da polícia afirmou que a unidade de combate a crimes cibernéticos está agindo contra qualquer incitamento ao ódio racial, tanto por parte de judeus quanto por parte de árabes.

Apesar de o ministro israelense de Relações Exteriores e Assuntos Estratégicos, Yuval Steinitz, garantir que o país não tem interesse que a situação se acirre, nem numa intervenção militar, Netanyahu fez uma advertência severa : "Se a calma não voltar, nossas tropas estacionadas da fronteira com a Faixa de Gaza precisaram agir com mais vigor. A segurança de nossos cidadãos vem antes de qualquer coisa", ameaçou o primeiro-ministro. ""

CN/dpa/rtr/ap/afp

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