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Alemanha

Protesto em Roma atraiu mais de um milhão de pessoas

Sindicatos acreditam que até dois milhões de italianos tenham participado da manifestação contra assassinato de assessor do governo, nas última semana, e reforma das leis trabalhistas.

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Milhares de italianos concentraram-se no Coliseu

Mais de nove mil ônibus e 60 trens especiais trouxeram a Roma neste sábado (23) os filiados do maior sindicato italiano, o CGIL. A manifestação em massa superou em público a de protesto à reforma nas aposentadorias, de 1994. No mesmo ano, uma série de manifestações levou à queda do governo, sucedido pelo de Sílvio Berlusconi.

A manifestação deste sábado na capital italiana dirigiu-se em primeiro plano contra o projeto do governo de diminuir a proteção às demissões. O primeiro-ministro Berlusconi pretende com ele flexibilizar o mercado de trabalho.

As negociações entre governo e sindicatos foram interrompidas há uma semana. O chefe do governo italiano rejeitou as concessões exigidas pelos representantes dos trabalhadores e apelou para que os sindicatos retornassem à mesa de negociações.

Medo do terrorismo – Os manifestantes protestaram também contra a violência e o terror. O assessor do governo italiano Marco Biagi, de 51 anos, foi abatido a tiros na porta de sua casa em Bolonha, na noite da última terça-feira (20).

Perto do local do crime, foram descobertas, numa parede, duas estrelas de cinco pontas, o símbolo do grupo de extrema-esquerda Brigadas Vermelhas, responsável por vários atentados nos anos 70 e 80, entre eles o seqüestro e morte do ex-primeiro-ministro democrata-cristão Aldo Moro, em 1978.