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Mundo

Protesto contra "Charlie Hebdo" faz feridos no Afeganistão

Cerca de 500 manifestantes entoaram gritos de "morte à França" em Cabul. Ativistas entraram em confronto com forças de segurança. Testemunhas relataram sobre mortes, mas polícia não confirmou informação.

Manifestantes enfurecidos entoaram palavras como "morte à França" e "morte aos infiéis" em Cabul neste sábado (31/01), levando medo a estrangeiros que vivem próximos ao local.

Segundo a polícia da capital afegã, cerca de 500 pessoas aderiram ao protesto contra a publicação de uma caricatura de Maomé na última edição da revista francesa Charlie Hebdo. Ativistas atiraram pedras contra forças de segurança e queimaram pneus. Há ainda casos de manifestantes que abriram fogo contra a polícia.

De acordo com o chefe de polícia de Cabul, Rahman Rahimi, sete manifestantes ficaram feridos durante o protesto e foram levados para um hospital, e 17 policiais foram atingidos durante os confrontos.

Uma testemunha afirmou à agência de notícias Reuters que um manifestante havia sido atingido por um "tiro na cabeça" e disse ter visto mais um corpo em um carro. Policiais afegãos negam que houve mortos. Rahimi, no entanto, admitiu a existência de "irresponsáveis armados" entre os manifestantes, e que duas pessoas teriam sido atingidas por balas. Moradores e comerciantes da região reclamaram que muitos usaram o pretexto do protesto para saquear prédios.

Vários protestos foram desencadeados em países árabes desde a última edição da Charlie Hebdo. A edição especial foi lançada dias após um atentado à redação da revista, matando sete dos 12 funcionários que trabalhavam no veículo, no início de janeiro.

Pelo menos 20 mil pessoas tomaram as ruas da cidade de Herat, no oeste do Afeganistão, na semana passada para protestar contra a revista.

MSB/rtr/afp/dpa

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