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Brasil

Protesto contra aumento de tarifas de transporte termina em violência no Rio

Ato no Rio de Janeiro contra o aumento das passagens de ônibus termina em confronto entre manifestantes e policiais. Um cinegrafista de TV ficou gravemente ferido. Repórter da DW também foi agredido.

Uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira (06/02), terminou em confrontos violentos entre policiais e manifestantes.

Os protestos começaram por volta das 19:00 com uma reunião pacífica em frente à igreja da Candelária, no centro da cidade. Em seguida, os manifestantes caminharam em direção à estação Central do Brasil, que conecta as linhas do metrô aos trens metropolitanos.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, em torno de mil manifestantes pularam as catracas e incentivaram os passageiros a fazer o mesmo. Uma das catracas foi quebrada, o que levou à interferência da polícia, que lançou bombas de efeito moral nos corredores da estação.

Brasilien Ausschreitungen in Rio

A violência entre manifestantes e policiais deixou ao menos sete feridos

Os confrontos deixaram ao menos sete feridos. Um cinegrafista da rede de televisão Band foi atingido por uma das bombas e ficou gravemente ferido. Ele foi levado ao hospital e teve que passar por cirurgia. Seu estado é grave. Um repórter da DW, Philipp Barth, também disse ter sido agredido por policiais, que derrubaram sua câmera e lhe deram um soco na barriga e um chute.

Pelo menos 20 manifestantes foram presos.

Aumento deverá entrar em vigor no sábado

O motivo dos protestos foi o aumento de R$ 0,25 nas passagens de ônibus, elevando o preço para 3 reais. A nova tarifa, anunciada pelo prefeito Eduardo Paes na semana passada, deverá entrar em vigor neste sábado.

O aumento das passagens do transporte público foi o estopim dos protestos em massa que se espalharam pelo país em junho do ano passado.

No Rio de Janeiro, as manifestações chegaram a reunir 300 mil pessoas, que também protestaram contra a corrupção e as desigualdades sociais. Na época, o aumento acabou sendo cancelado pelo governo.

RC/lusa/dpa

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