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Alemanha

Proteção do clima avança a pequenos passos

Em 25 anos de debates sobre a necessidade de proteger o clima global, desde a realização da I Conferência Mundial do Clima, a humanidade avançou apenas pequenos passos em direção à meta de reduzir as emissões de CO2.

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Frota mundial de carros é duas vezes maior que há 25 anos

O alerta dos participantes da Primeira Conferência Mundial do Clima, realizada em Genebra a 12 de fevereiro de 1979, adquire hoje dimensões proféticas. A tendência da humanidade de apostar nos combustíveis fósseis, unida à destruição progressiva das florestas, conduziria nas décadas e séculos seguintes a um aumento maciço da concentração de dióxido de carbono na atmosfera.

Com base nos conhecimentos de então sobre os processos climáticos, eles consideravam "perfeitamente possível que esse aumento do dióxido de carbono venha a causar mudanças significativas do clima global, eventualmente até de efeitos graves a longo prazo".

De lá para cá, mais CO2 ainda

Nesse quarto de século que se passou desde então, o número de automóveis mais que dobrou no mundo inteiro. As emissões de dióxido de carbono aumentaram 25% ao todo.

Mas qualquer balanço que se queira fazer precisa levar em consideração mais do que um aspecto. A primeira meta que os países industrializados se propuseram — ainda sem compromisso — na Eco Rio 1992, foi alcançada: reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa, até 2000, ao nível de 1990. No entanto, isso não se deveu a medidas de proteção climáticas e sim à desativação das indústrias obsoletas dos países do Leste Europeu após a derrocada do comunismo. Nos países ocidentais, pelo contrário, as emissões cresceram, e muito: entre eles, os Estados Unidos, o Canadá e a Austrália.

A União Européia, por sua vez, conseguiu uma pequena redução de suas emissões, graças principalmente à Alemanha, que já alcançou uma cota de 18,3% — dois terços da redução total da comunidade, como acentua com orgulho o ministro alemão do Meio Ambiente, Jürgen Trittin.

Protocolo de Kyoto ainda na corda bamba

A primeira decisão concreta neste campo, as nações industrializadas tomaram em Kyoto, em 1997, quando estabeleceram o índice de 5,2% para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa até 2010. Só que o Protocolo de Kyoto até hoje não entrou em vigor e ninguém sabe se isto ainda vai acontecer. Os Estados Unidos já deram as costas a ele, e a Rússia protela constantemente sua ratificação. No caso da Rússia, o ministro Trittin está convicto de que o documento será ratificado, considerando as "enormes vantagens econômicas" que resultarão para o país.

Indústria avança e recua

Na última década do século passado, o trânsito foi o único setor na Alemanha em que as emissões de CO2 aumentaram: 9%, entre 1990 e 2002, segundo o Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW). A maior redução foi alcançada pela indústria (35%), seguida pelo setor energético (15%) e os domicílios (7%).

Apesar dos esforços que já realizou, a indústria alemã está sendo acusada no momento por organizações ambientalistas de bloquear as negociações a respeito do chamado Plano Nacional de Alocação, referente ao comércio de emissões. Trittin também acusa o empresariado de menosprezar a importância desse instrumento.

Em compensação, o político do Partido Verde se sente mais confirmado no setor das energias renováveis, "que passou por um impulso em todo o mundo, partindo principalmente da Alemanha, que seria impensável ainda há cinco anos".

Também entre os conglomerados, existem os que reconheceram a tempo a importância de apostar neste setor. A Shell e a BP estão entre os cinco maiores produtores mundiais de equipamentos de energia solar. Rainer Winzenried, porta-voz da Shell Alemanha, acredita que a participação das energias renováveis na produção mundial chegue a um terço até 2050.

Para o Greenpeace, esses esforços ainda não são suficientes: "Até 2050, precisamos diminuir 80% das emissões de CO2, para poder reverter as mudanças climáticas", alerta Jörg Feddern, da organização ambientalista de Hamburgo.

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