Proteção à floresta no Cáucaso | Nova floresta para a Geórgia | DW | 09.03.2011
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Nova floresta para a Geórgia

Proteção à floresta no Cáucaso

Por causa do desmatamento, cada vez mais espécies animais perdem seu habitat natural no Cáucaso. Em áreas protegidas em toda a região, ambientalistas com ajuda internacional tentam frear este avanço.

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Desmatamento causa erosão, que provoca enchentes

Cinco milhões e meio de hectares em 250 regiões: este é hoje o tamanho da área protegida em todo o Cáucaso, graças a diferentes iniciativas ambientais com apoio internacional. Também o governo alemão financiou vários projetos de reflorestamento na região.

Já havia reflorestamento nos tempos da União Soviética, mas, na época, só eram plantados pinheiros – uma verdadeira monocultura. Para os ambientalistas da WWF, ecologicamente só faz sentido uma mistura de amieiros, freixos e tílias, entre outros tipos de árvores, para que um número suficiente de espécies sobreviva à avançada alteração climática.

erster Nationalpark in Georgien

A esperança é de que a região volte a ser assim em 20 anos

Seria necessário mudar a mentalidade. Frank Mörschel, especialista em florestas da WWF, participa de projetos de sua organização. "Nós tentamos trazer novas ideias e dar às pessoas novas culturas e novos instrumentos", conta. Como um todo, se trata de um "intercâmbio de experiências".

Novas perspectivas para a população

No entanto, nem sempre é fácil fazer com que a população local colabore na proteção à floresta. Em algumas regiões da Geórgia, quase 30% das pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. Para quem precisa sobreviver, lenha para o aquecimento e pasto para o gado são mais importantes do que a proteção do meio ambiente, explica Nugzar Zazanashvili, chefe do departamento de proteção à natureza do escritório da WWF no Cáucaso.

"A comunicação com a população local é difícil. Quando falamos de 'seu país', 'seus interesses', 'seu futuro', as pessoas não entendem que não estamos falando só deles, mas de todos nós", diz Zazanashvili. De acordo com sua experiência, é só lentamente que os habitantes das áreas afetadas percebem a importância da proteção do clima para o seu futuro.

planting a pine tree seedling

Novas árvores para o Cáucaso

Mas os projetos de proteção também podem ter efeito imediato. Alguns dos habitantes locais encontraram emprego no âmbito dos projetos e ganham dinheiro plantando árvores ou vigiando as cercas que impedem o avanço do gado.

No entanto, também se trata de gerar perspectivas de longo prazo. Os responsáveis pelos projetos querem ajudá-los a comercializar produtos regionais como queijo, carne e mel – desde que sejam produzidos de forma ecológica, com o gado sendo criado apenas nas áreas indicadas, por exemplo. Os moradores da região também devem ter direito a lenha produzida sustentavelmente, já que no inverno as temperaturas ficam abaixo de 20ºC negativos.

Tensões políticas – o principal desafio

Desde que o primeiro projeto de reflorestamento foi concluído, a WWF tem se preocupado em implementar mais projetos além das fronteiras. O Cáucaso se estende por uma área de 500 mil quilômetros quadrados em seis países: Geórgia, Azerbaijão, Armênia e partes da Rússia, da Turquia e do Irã.

Para os especialistas em florestas, o maior desafio são os constantes distúrbios na região. Existem mais de 40 etnias no Cáucaso. Mas Nugzar Zazanashvili mostra confiança.

Kaukasus Leopard

O leopardo do Cáucaso corre risco de extinção

"Esta é uma região montanhosa, tensões e guerras são uma constante aqui. Mas sempre houve também uma espécie de 'identidade caucasiana' e 'fair play'". Isto quer dizer que, mesmo que os povos da região não consigam encontrar uma diretriz política comum, "nós nos esforçamos em conjunto para proteger o meio ambiente e a natureza", analisou o ambientalista.

Para a WWF, o principal objetivo da cooperação além das fronteiras é ligar as áreas protegidas através dos chamados 'corredores verdes', criar redes para o desenvolvimento ecológico e social da região e, finalmente, oferecer habitat natural suficiente para que espécies ameaçadas de extinção, como o leopardo, possam viver.

Autora: Alexa Meyer (tm)

Revisão: Roselaine Wandscheer