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Alemanha

Propostas de Schäuble contra terrorismo dividem governo alemão

Ministro do Interior provoca briga na coalizão governamental sobre medidas de combate ao terrorismo. Presidente Horst Köhler coloca em dúvida sugestão de executar terroristas preventivamente.

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Wolfgang Schäuble: o ministro mais polêmico do atual governo alemão

O ministro alemão do Interior, Wolfang Schäuble, desencadeou uma polêmica no governo de coalizão formado pela União Democrata Cristã (CDU), pela União Social Cristã (CSU) e pelo Partido Social Democrata (SPD), ao propor medidas mais rígidas para combater a ameaça de ataques terroristas no país.

Ao sugerir a prisão preventiva e a execução sumária de supostos terroristas, Schäuble acabou sendo repreendido até pelo presidente alemão, Horst Köhler. "Pode-se avaliar se a forma como são feitas as sugestões, numa espécie de staccato , é adequada. Como as pessoas podem engolir isso? Eu mesmo tenho minhas dúvidas se, por exemplo, coisas como a execução de um suposto terrorista, podem ser feitas sem uma sentença judicial", disse o presidente, no final de semana, em entrevista à emissora de televisão ZDF.

Schäuble voltou a defender seus planos antiterror. "A organização terrorista Al-Qaeda está novamente apta a agir e a Alemanha está ameaçada", justificou em entrevista ao jornal suíço Neue Zürcher Zeitung . Ele reiterou sua proposta de usar as Forças Armadas na segurança interna e acusou o SPD de bloquear as buscas via internet por mera "tática partidária".

O presidente do SPD, Kurt Beck, acusou o ministro de querer "proteger a liberdade até matá-la". O líder da bancada do SPD no Bundestag, Peter Struck, pediu uma palavra de ordem da chanceler federal alemã, Angela Merkel, sobre o assunto, de modo a impedir um "envenenamento do clima da coalizão" por Schäuble. Os social-democratas da Baviera chegaram a pedir a renúncia do ministro do Interior.

Diante da ameaça iminente de um racha no governo, Schäuble pisou no freio pelo menos num ponto. Na noite deste domingo (15/07), ele disse que sua referência à execução preventiva de terroristas for interpretada de forma errada. "Não quero uma outra república e, sim, bases jurídicas claras", afirmou. (gh)

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