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Economia

Proletariado diplomado

As últimas estatísticas registram 4,018 milhões de desempregados na Alemanha. A crise no mercado de trabalho afeta cada vez mais pessoas em cargos elevados.

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Delegacia do Trabalho de Frankfurt: desempregados à espera

Apesar da redução de 28 mil, em relação a julho, o índice de desemprego de 9,6% ainda continua bastante alto. "Cada vez mais executivos são demitidos a curto prazo. A situação é bastante tensa entre os membros da nossa associação", declarou Manfred Erasmi, diretor da Associação alemã dos Executivos (VAF), em entrevista à DW-WORLD. Rudolf Möller, do Departamento Federal de Trabalho, também confirma esta tendência: "O número de acadêmicos desempregados aumentou extraordinariamente."

Consultores sem emprego

Em julho, o índice de consultores desempregados aumentou 56% em relação ao ano passado. Entre os publicitários, o número quase duplicou e entre os juristas, cresceu um terço.

Diante das freqüentes demissões, os casos de disputa trabalhista assumidos pelos advogados da Associação de Executivos aumentou um terço no último ano. "Na maioria das vezes, são ex-funcionários de empresas falidas reivindicando direito de indenização", afirma Erasmi, diretor administrativo da VAF. Calcula-se que o número de insolvências do ano corrente chegue a 40 mil, aproximadamente 25% mais do que no que em 2001.

As falências são a principal causa do crescente desemprego entre pessoas com curso superior completo. "O fracassado boom da Nova Economia arrasou muitas firmas", constata Möller. E muitos funcionários bem remunerados. "Quando um boom econômico não encontra sustentação, o mercado entra em colapso", acrescenta o especialista em mercado de trabalho.

Mas não são todas as profissões que estão sendo atingidas pelo desemprego entre pessoas formadas. Auditores e médicos, por exemplo, parecem imunes à crise. "O mercado de trabalho para médicos continua excelente, com uma taxa de desemprego de apenas 2%", diz Möller.

Novos empregos sob piores condições

No setor de tecnologia de informação, a situação é grave: "São demissões em grande estilo. Os especialistas têm que procurar emprego meses a fio. E quando acabam encontrando um, geralmente em condições bem piores do que as anteriores."

Se, por um lado, o desemprego é uma experiência nova e assustadora para pessoas com alta qualificação profissional, as dificuldades não diminuíram para outros grupos. Möller destaca sobretudo a problemática situação de pessoas mais velhas, pouco qualificadas ou com problemas de saúde.

Desempregados acima de 45 anos, por exemplo, representavam 40% do índice de desemprego registrado em setembro de 2001. Neste ano, é provável que este número se mantenha. Pessoas limitadas por problemas de saúde e por deficiências graves representavam um quinto dos desempregados. Entre os profissionais pouco qualificados, a taxa de desemprego é de 20%, mas entre pessoas com formação superior completa é de apenas 4%. "A regra básica continua valendo", diz Möller, do Departamento Federal de Trabalho. "Quanto mais alta a qualificação, menor o desemprego."