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Mundo

Projeto de resolução da ONU para o Líbano divide opiniões

Políticos ocidentais e Israel satisfeitos com documento elaborado por França e EUA. Líbano, contudo, exigirá alterações ao Conselho de Segurança.

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Projéteis israelenses próximos à fronteira libanesa

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank Walter Steinmeier, deseja para breve a aprovação do esboço de uma resolução para o Oriente Médio. O documento foi apresentado neste sábado (05/08) pela França e os Estados Unidos. Steinmeier considera a resolução um passo importante para a estabilização da região. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, pronunciou-se nos mesmos termos.

"Bom" para Israel, "inadequado" para o Líbano

Após o encerramento das primeiras deliberações por parte do Conselho de Segurança Mundial, o embaixador francês na ONU, Jean-Marc de la Sablière, declarou-se "animado" pelas reações ao texto. Seu colega norte-americano, John Bolton, também manifestou-se otimista.

O governo israelense também saudou o documento. Seu ministro da Justiça, Chaim Ramon, declarou neste domingo à rádio militar nacional que o documento "é bom para Israel". Ele aproveitou a ocasião para anunciar a continuação da ofensiva contra o Líbano.

Por sua vez, o governo de Beirute repudiou o projeto de resolução, declarando que se empenhará, junto à sede da ONU em Nova York, por emendas no texto. Segundo primeiro-ministro libanês, Fuad Siniora, o documento é "inadequado".

"Luta melhora posição de Israel"

O esboço, que o Conselho de Segurança da ONU continua estudando, insta tanto Israel quanto o Líbano à "cessação total da violência". Ao mesmo tempo, concede aos israelenses o direito de se defender de ofensivas da milícia xiita Hisbolá, contra-atacando.

Mesmo antes da aprovação, o ministro Ramon expressou ceticismo. "É duvidoso que o Hisbolá vá respeitar a resolução, suspendendo seu fogo." Por isso, seu país precisaria continuar a luta. "E parto do princípio que, enquanto ela durar, a posição de Israel melhorará, do ponto de vista militar e diplomático", declarou numa entrevista à rádio.

Enquanto isso, o mais grave ataque do Hisbolá com mísseis aéreos causou 11 mortes no norte de Israel, neste domingo. Segundo notícias oficiais, as Forças Armadas de Israel haviam realizado 80 vôos de ataque durante a noite, tendo como alvos principais as bases de lançamento de mísseis do Hisbolá e as pontes no sul do Líbano. Em sua terceira semana, o conflito já conta mais de 800 vítimas fatais.

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