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Mundo

Progride normalização das relações Alemanha-EUA

O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, telefonou, nesta quinta-feira (3), ao ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, pela primeira vez desde a vitória eleitoral da coalizão de governo em Berlim.

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Joschka Fischer (esquerda) aperta a mão de Colin Powell, nos bons tempos, em 2001

Powell e Fischer trataram dos dois temas mais explosivos do momento: a crise no relacionamento teuto-americano e a política do Ocidente para o Iraque. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, eles conversaram também sobre a planejada visita de Fischer a Washington, para a qual ainda não há data marcada.

O ministro alemão das Relações Exteriores quer empenhar-se por uma normalização das relações entre Berlim e Washington. As divergências entre Berlim e Washington foram geradas pela rejeição categórica do chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, a uma intervenção militar no Iraque. Segundo Powell, há "alguns temas sérios" a tratar, no tocante às relações bilaterais. Porém é claro que progride francamente o degelo entre a Alemanha e os Estados Unidos.

O porta-voz do governo alemão Bela Anda declarou nesta sexta-feira, em Berlim, que estão em andamento preparativos para um encontro entre Schröder e o presidente norte-americano, George Bush. Uma possibilidade seria a cúpula da OTAN em Praga, porém não há confirmação neste sentido. "Continua havendo o desejo de manter contato estreito com o governo norte-americano", e o premiê alemão está à disposição para um encontro, reafirmou Anda.

Antes do telefonema para Fischer, o secretário de Estado norte-americano conversara com os ministros do Exterior Jack Straw, da Grã-Bretanha, Dominique de Villepin, da França e Igor Ivanov, da Rússia, sobre as inspeções de armas e uma eventual intervenção no Iraque. Aqueles três países são membros permanentes, com direito a veto, do Conselho Internacional de Segurança. Em janeiro a Alemanha assumirá como membro não-permanente nesse grêmio.

Mais amigos e menos inimigos

Conversando em Berlim com o ministro alemão da Defesa, Peter Struck, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton declarou-se confiante de que, em breve, serão aparadas as atuais arestas no relacionamento entre seus países. Ele evocou a proximidade que existe, "independente de como se chame o homem na Casa Branca ou o chanceler federal alemão". Mesmo dentro dos EUA haveria "discórdia e discussão" sobre a atitude americana com o ditador a Saddam Hussein.

Para Clinton, no futuro Washington deveria esforçar-se para, de antemão, tornar supérfluos os conflitos militares, através de uma política de harmonia: "Neste mundo precisamos de mais amigos e menos inimigos, concluiu o ex-presidente.

Sinais de reconciliação

Em Washington, o vice-presidente da bancada dos partidos de direita moderada CDU/CSU no Parlamento alemão, Volker Rühe, confirmou o interesse dos Estados Unidos em normalizar as relações com a Alemanha. A própria disposição do vice-presidente norte-americano, Dick Cheney, de encontrar-se com ele, seria uma prova disso, afirmou Rühe.

As conversas com Cheney e a conselheira de Segurança Condoleeza Rice também levam Rühe a crer que a carta de Bush a seu colega alemão Johannes Rau, por ocasião do Dia da Unidade, também deve ser interpretada como um gesto de reconciliação. O político da CDU/CSU elogiou o fato de que Bush tente resolver a questão do Iraque juntamente com a ONU. Caso os EUA se mantenham neste caminho, eles poderão contar com o apoio dos europeus, avaliou Rühe.

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