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Alemanha

Produtos estrangeiros ocupam prateleiras de mercados alemães

Na Alemanha, mais de 15 milhões de pessoas são imigrantes ou têm pais estrangeiros. Seus hábitos de consumo influenciam no comércio, que procura ter todos os ingredientes para as variadas receitas típicas.

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Comidas que trazem à Alemanha o gostinho da terra natal

O extrato de tomate deve ser consistente e suculento. "O extrato dos alemães é diferente", disse Mustafa Kizilgedik, gerente de um supermercado turco de Berlim. Ele conhece o gosto de seus conterrâneos. Segundo Kizilgedik, cerca de dois terços de seus clientes são turcos. Um quinto é de origem árabe ou da antiga Iugoslávia. E apenas 10% são alemães.

No supermercado turco compram-se principalmente produtos típicos do país, que não se encontram em outro lugar. Atualmente, na Turquia não há praticamente nada que não se possa comprar aqui na Alemanha também. "Neste aspecto não sentimos mais tanta nostalgia da pátria, e isso nos alegra", comenta um cliente.

Um grande negócio

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Extrato de tomate turco: mais suculento que o alemão

Em muitos dos produtos supostamente turcos aparece a frase "Made in Germany". Eles são, na realidade, fabricados e vendidos por empresas turco-germânicas. O volume de vendas do comércio especializado neste tipo de mercadorias chega a cerca de 10 bilhões de euros anuais.

Também as grandes redes "barateiras" alemãs querem atender cada vez mais às necessidades particulares e aos gostos especiais dos imigrantes. Com regularidade há promoções de produtos turcos, mas eles também se incorporam ao sortimento habitual.

O grupo Rewe, que possui uma ampla cadeia de supermercados, deixa com cada uma de suas filiais a decisão de incluir ou não este tipo de alimentos em sua oferta. "Se temos um público-alvo determinado, que possui também gostos especiais e demanda certos produtos, nos esforçaremos sempre por adequar nossa oferta às suas necessidades", destaca o porta-voz da empresa Wolfram Schmuck.

Por isso, em Frankfurt, por exemplo, há uma oferta maior de produtos indianos, em Hannover, onde muitos clientes são turcos, prevalecem os produtos desta origem. Em Colônia, no entanto, a atenção se concentra nos imigrantes italianos.

Integração e tradição

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Carne permitida aos muçulmanos

A integração e os hábitos de consumo não estão em contradição. Onno Hoffmeister, da Universidade de Hamburgo, se ocupa de imigração e consumo e cita o seguinte exemplo: se os imigrantes russos se relacionam com outros russos residentes na Alemanha, podem integrar-se com maior facilidade à sociedade do país anfitrião. "Isso possibilita que os imigrantes bem integrados continuem saboreando o pelmeni (ravioli típico da Rússia)", opina.

Muitos clientes também vão a determinados mercados por motivos religiosos. Há pessoas, por exemplo, que só compram carne que tenha o selo Halal garantindo que o animal foi abatido de acordo com os preceitos islâmicos. Halal significa que o produto é lícito aos muçulmanos.

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