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Brasil

Procurador descarta investigar Dilma e Aécio

Rodrigo Janot alega ao STF que menções feitas à presidente e ao senador tucano por delator da Operação Lava Jato são insuficientes para abrir uma investigação.

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Aécio e Dilma durante debate na TV na camanha presidencial de 2014

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não sejam abertas investigações sobre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Ambos foram citados em depoimentos na Operação Lava Jato, que investiga o maior esquema de corrupção da história da Petrobras. Não está claro, porém, o contexto das menções – os documentos enviados por Janot ao STF são sigilosos.

Na terça-feira (05/03), Janot

encaminhou ao Supremo

os pedidos de investigação de autoridades suspeitas de envolvimento na Lava Jato. Eles atingem 54 pessoas, incluindo deputados e senadores que só podem ser investigados com aval do STF.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, para descartar o nome de Dilma foi levado em conta o artigo 86 da Constituição, que define que o presidente não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Em reportagem do fim do ano passado, a revista Veja publicou que o doleiro Alberto Youssef disse em um de seus depoimentos que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de corrupção.

Aécio também teria sido citado por Yousseff. O doleiro teria contado aos investigadores ter ouvido dizer que o senador tinha influência sobre negócios em uma diretoria da estatal Furnas, no fim do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

O procurador-geral também recomendou o arquivamento do caso do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Ele deve ser nomeado ministro do Turismo em breve por Dilma.

Os nomes do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também fazem parte da lista de Janot, segundo jornais brasileiros. Ambos já teriam sido avisados.

RPR/abr/ots

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