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Economia

Processo bilionário pressiona DaimlerChrysler

A DaimlerChrysler enfrenta uma enxurrada de processos judiciais em diversas partes do mundo. O principal deles está começando nos Estados Unidos e envolve uma queixa de bilhões de dólares.

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Kerkorian se acha enganado pela fusão de montadoras

A lista das acusações é longa e variada: apoio ao antigo regime do apartheid na África do Sul, responsabilidade por doenças provocadas por peças de asbesto nos carros, formação de cartel entre revendedores da Mercedes Benz nos Estados Unidos, fraude na venda da fábrica de caminhões ERF na Grã-Bretanha, além de um processo da empresa canadense Bombardier, relacionado com a compra da Adtranz, antiga subsidiária da DaimlerChrysler.

O que mais pode abalar a estrutura da maior empresa alemã – e uma das maiores do mundo – é, no entanto, o processo movido em Delaware (EUA) pelo miliardário Kirk Kerkorian. Ele foi um dos principais promotores da fusão entre a Daimler Benz e a Chrysler, há cerca de cinco anos. Kerkorian possuía então 13,7% das ações da empresa americana. Pouco tempo depois de concretizada a fusão, ele mudou de opinião, considerando-se lesado pela DaimlerChrysler.

Testemunho pessoal

A primeira tentativa do conglomerado alemão para evitar o processo fracassou. A solicitação de arquivamento da ação judicial – como infundada – foi rejeitada pelo juiz Joseph Farnan, do Tribunal Distrital de Delaware. Ao invés disto, ele autorizou o prosseguimento do processo e convocou o testemunho pessoal do presidente da DaimlerChrysler, Jürgen Schrempp, e do diretor financeiro da multinacional, Manfred Gentz. A duração prevista do julgamento por um júri popular é de cinco dias, a partir desta segunda-feira (1º/12).

O pomo da discórdia é a definição do acordo celebrado então entre a Daimler Benz e a Chrysler. Foi uma fusão entre parceiros com direitos iguais, ou a incorporação da Chrysler americana pela alemã Daimler Benz? A diretoria da empresa garante que foi uma fusão e que o próprio Kerkorian a considerava inevitável em 1998, durante as negociações.

O miliardário, contudo, mudou de idéia, com base numa entrevista que Jürgen Schrempp concedeu ao jornal Financial Times no final do ano 2000. Nela, o executivo afirmou que a união entre a Daimler Benz e a Chrysler fora planejada desde o início como uma incorporação. Kirk Kerkorian iniciou o processo de indenização por perdas e danos num valor estimado entre dois a três bilhões de dólares.

Fim da ilusão

A justificativa de Kerkorian para a sua reivindicação não carece de lógica. Pois no caso de uma incorporação a Daimler Benz teria de indenizar os acionistas da Chrysler com um prêmio adicional de dez bilhões de dólares. Uma grande parte dessa soma terminaria nos bolsos de Kerkorian, como um dos grandes acionistas da Chrysler.

O miliardário americano afirma ter acreditado realmente numa fusão entre parceiros com igualdade de direitos. Tal crença teria sido destruída posteriormente, através da entrevista de Jürgen Schrempp, bem como do afastamento paulatino de quase todos os antigos executivos da Chrysler.

Outra circunstância desfavorável para a DaimlerChrysler é o fato de o conglomerado já ter feito um acordo extra-judicial sobre a mesma questão com acionistas menores da Chrysler, pagando voluntariamente uma indenização total de 300 milhões de dólares. A empresa de Stuttgart garante que o pagamento de tal indenização não constituiu uma confissão de culpa. Kerkorian e seus advogados são, porém, de opinião contrária.

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