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Economia

Private equity: investimento em expansão na Alemanha

A Alemanha está se tornando cada vez mais atraente para investimentos estrangeiros no capital de empresas, o private equity. Em 2004, investidores aplicaram quase 17 bilhões de euros no mercado alemão.

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Apostando no crescimento empresarial

A nova moda no mercado internacional de capitais chama-se private equity. Trata-se de um investimento em participações no capital de empresas, mas não o feito por meio dos mercados de ações. Aplicando diretamente milhões em empresas de pequeno e médio porte, geralmente de capital fechado, os investidores adquirem participação e podem usufruir futuramente dos lucros.

A Alemanha está se tornando cada vez mais atraente para este tipo de negócio, especialmente com o ocaso de velhas estruturas no país, como a sociedade anônima. Em 2004, investidores em private equity aplicaram quase 17 milhões de euros em empresas alemãs. Isto representa 10 milhões, ou 150% a mais do que o volume registrado em 2003.

Até pouco tempo atrás, o private equity era um investimento pouco conhecido na Alemanha: a participação no capital de empresas que precisam de uma injeção financeira para crescer ou um capital de risco para a fundação de novas empresas no setor de tecnologia. Assim como já ocorre nos Estados Unidos, este tipo de investimento está se tornando cada vez mais importante na Alemanha.

Vantagem para todos

Os investidores estão de olho nas empresas que precisam de dinheiro. Dependendo do tamanho da participação, o investidor pode ter uma influência decisiva nos rumos da empresa. Por exemplo, comprar uma firma, desmembrá-la e depois vender cada setor em separado. Tal reestruturação geralmente resulta no enxugamento administrativo e na redução do quadro de pessoal. Esta tática, bastante adotada por investidores americanos nos anos 80, fez com que o setor adquirisse má fama.

Burghard Brinkmann, da empresa 3i, especializada em private equity, conhece bem o preconceito que ainda impera na cabeça de alguns, de que tais investidores seriam apenas especuladores vorazes que desmantelam empresas.

"Mas eu acredito que se observarmos as transações de private equity realizadas nos últimos anos vamos notar justamente o contrário". Ele garantiu que as empresas de private equity são muito atrativas para as firmas que elas adquirem, pois garantem a continuidade do crescimento positivo que, por sua vez, gera vantagens para todos, assegurando inclusive postos de trabalho.

Investir com certa segurança

Tal visão é defendida também por Helmut Ruwisch, diretor da sociedade de participação Indus AG, voltada para o setor industrial, como o Químico e de Engenharia Mecânica. "Geralmente compramos empresas com problema de sucessão (quando o chefe não encontra um sucessor para o cargo), ou seja empresas que são sucesso de mercado há anos, que são lucrativas. Não temos participações em saneamentos ou reestruturações, mas sim em empresas de produção rentável. Não queremos ter nenhuma dessas famosas empresas da Nova Economia no nosso portfólio e sim empresas estáveis e lucrativas".

Com os recursos captados através de capital de risco, as microempresas e empresas de pequeno porte do setor da informática podem crescer e se afirmar no mercado. Apostando neste nicho, a empresa TGF Capital AG resolveu investir diretamente em firmas 'ponto com'. Porém, o retorno ficou aquém do esperado.

Agora, todo o cuidado é pouco e antes de qualquer investimento é preciso avaliar bem o perfil da empresa. Apesar do risco inerente a este tipo de aplicação financeira, as empresas de private equity conseguem calcular os lucros potenciais. Os investidores particulares contam com um rendimento de até 25%.

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