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Mundo

Prisão perpétua para antigo ajudante de Bin Laden

Tribunal de Nova York condena saudita por participação indireta nos atentados de 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, que deixaram mais de 220 mortos.

O saudita Khalid al-Fawwaz, considerado um antigo aliado próximo de Osama bin Laden, foi condenado nesta sexta-feira (15/05) à prisão perpétua em Nova York. Ele foi considerado culpado de envolvimento indireto nos atentados terroristas de 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, que deixaram 224 mortos.

Fawwaz, de 52 anos, não foi sentenciado por participar dos ataques ou planejá-los, mas por ser um importante ajudante de Bin Laden em Londres quando os crimes ocorreram – fazendo propaganda terrorista e ajudando a munir jihadistas na África.

Ele era acusado também de comandar um campo da Al Qaeda no Afeganistão, em 1991, e de ter montado o grupo terrorista baseado em Nairóbi responsável por monitorar a embaixada antes do atentado.

A defesa legal de Fawwaz alegou que, embora compartilhasse do desejo de Bin Laden de mudanças políticas na Arábia Saudita, seu cliente se afastou do líder terrorista quando a Al Qaeda começou a defender a morte de cidadãos americanos.

"Meu objetivo era reforma, não rebelião", disse Fawwaz no tribunal, diante de sobreviventes dos atentados.

O juiz Lewis Kaplan, porém, rejeitou os argumentos e disse que as intenções de Fawwaz eram puramente terroristas.

RPR/rtr/ap