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Mundo

Primeiros suspeitos após assassinato de jornalistas alemães

Um dia após a descoberta dos corpos dos freelancers da Deutsche Welle na província de Baghlan, no norte do Afeganistão, polícia afegã diz ter identificado cinco a seis suspeitos do crime.

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Policiais examinam o carro dos jornalistas

Em declaração à agência de notícias alemã DPA neste domingo (08/10), o governador da província de Baghlan, Sayed Ekram Masumi, afirmou que cinco a seis pessoas foram identificadas como suspeitas do assassinato dos dois freelancers da Deutsche Welle. As autoridades afegãs estariam "quase certas" de que elas mataram Karen Fischer, 30 anos, e Christian Struwe, 38.

Os corpos dos jornalistas tinham sido encontrados em sua barraca nas proximidades do povoado de Abi Tutak, no norte do Afeganistão, em torno da 1h20 da madrugada de sábado, depois que moradores ouviram tiros.

Os dois profissionais tinham familiaridade com a situação no Afeganistão, país em que estiveram inúmeras vezes, a trabalho ou por conta própria. Desta vez eles se encontravam a caminho da província de Baghlan para a vizinha Bamyan em viagem particular. Não estavam acompanhados nem de motoristas nem de guias locais.

O chefe de polícia da província de Bamyan, general Mohammad Djalal Hashami, excluiu a hipótese de latrocínio, dizendo que as câmeras, os equipamentos técnicos e o veículo das vítimas foram encontrados intatos.

Karte von Afghanistan mit den Provinzen Baghlan und Bamyan sowie der Hauptstadt Kabul englisch Quelle: DW

Fischer e Struwe não teriam avisado a polícia de Baghlan sobre sua intenção de viajar pela região nem solicitado apoio ou proteção. Bamyan é tida como uma província tranqüila, enquanto Baghlan é considerada relativamente problemática, em função de inúmeros incidentes. Pela primeira vez jornalistas se tornam vítimas de um atentado no Afeganistão desde a queda do regime talibã, em fins de 2001.

O porta-voz das tropas internacionais no Afeganistão, major Dominic White, disse que os dois jornalistas tinham realizado até quarta-feira um "trabalho relacionado com a Isaf [Força Internacional de Assistência à Segurança]", tendo partido em seguida para continuar viagem por conta própria.

Talibãs rechaçam responsabilidade

A organização radical islâmica Talibã negou qualquer envolvimento com a morte dos jornalistas. "Nossos mujahidins não atacam jornalistas", afirmou o porta-voz da organização, Kari Yussuf Ahmadi, à DPA. "Não é esse o nosso objetivo. Nós só atacamos americanos e os que dão apoio a eles."

O diretor-geral da Deutsche Welle, Erik Bettermann, ficou consternado com a notícia da morte dos dois jornalistas: "É trágico que Karen Fischer e Christian Struwe tenham morrido justamente no país ao qual tinham prestado apoio nos últimos anos com grande empenho pessoal".

Steinmeier: "crime precisa ser esclarecido"

O governo alemão condenou com toda a veemência o assassinato dos dois jornalistas. "Esse crime terrível precisa ser esclarecido", consta de uma declaração do ministro do Exterior, Frank-Walter Steinmeier. "A morte cruel e absurda de nossos compatriotas reforça nosso compromisso em prestar um apoio maior ainda ao governo afegão em seus empenhos pela segurança e pelo estado de direito."

Karen Fischer fez trainee de jornalismo na Deutsche Welle e trabalhava há três anos como freelancer para a DW-RADIO. Focava seu trabalho principalmente nos conflitos do Oriente Médio e na reconstrução do Afeganistão. Esteve várias vezes na região a serviço da Deutsche Welle, inclusive para fazer a cobertura das eleições no Afeganistão, em setembro de 2005.

Christian Struwe ajudou a instalar a redação de notícias internacionais da emissora estatal Rádio e Televisão do Afeganistão (RTA), projeto que contou com o apoio da Deutsche Welle e que ele acompanhou até um ano atrás. Era instrutor da DW-AKADEMIE, tendo atuado na formação de técnicos de televisão em vários países do Oriente Médio e do Sudeste Asiático.

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