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Cultura

Primeiros passos na sétima arte

Vitrine de novos talentos, o prêmio First Steps é dedicado a cineastas jovens dos países de língua alemã. Diretores concorrem nas categorias longa, curta, documentário e filme publicitário.

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"Tudo Diferente", de Ina Weisse, vencedor entre os curtas

Quase 200 filmes de cineastas recém-saídos das escolas de cinema da Alemanha, Áustria e Suíça participaram da concorrência ao principal prêmio destinado a iniciantes no ofício de fazer filmes. Entre cinco nomeados de cada categoria – numa espécie de Oscar de aprendizes – foram eleitos, em Berlim, na noite da última segunda-feira (26), os "primeiros passos" mais bem dados.

Quarentões - Ao contrário do que se entende sob a rubrica "diretores jovens", os concorrentes beiram, em alguns casos, os quarenta anos. É o caso, por exemplo, de Isabelle Stever, 39, que levou o prêmio de melhor longa de ficção com Erste Ehe (Primeiro Casamento). Stever descreve o desmoronamento da relação de um casal, durante a festa do próprio casamento, em que marido e mulher sobre(vivem) até ao amanhecer do dia seguinte várias fases de um relacionamento destrutivo e pesado.

Cotidiano - Traço comum entre os vencedores de 2002 são roteiros que tratam de histórias cotidianas, o que não implica necessariamente escolha de narrativas tradicionais. Richtung Zukunft durch die Nacht (Pela Noite em Direção ao Futuro), de Jörg Kalt, vencedor na categoria média-metragem (até 60 minutos), trata das desventuras do amor entre um cozinheiro desempregado e uma estudante de cinema.

O austríaco Kalt, 35 anos, explica que "usou o ambiente protegido" da universidade para dar vazão ao experimento, como, por exemplo, encenar um diálogo com som e imagem não sincronizados ou se dar ao luxo de deixar uma garrafa cair ao chão, sem que o espectador ouça o ruído da queda.

Documentários - Na categoria documentários, Dirk Böll, da Kunsthochschule für Medien (Escola Superior de Artes para Mídia) de Colônia, venceu com Die Perle in der Kacke (A Peróla no Cocô), um bem-humorado diário de viagem à Índia. O olhar irônico de Böll vai atrás de uma resposta ao porquê de tantos ocidentais buscarem na cultura indiana "paz para meditação", enquanto milhares de indianos sonham com a imigração em direção ao Ocidente.

Patrocinado por um canal de TV, uma montadora de automóveis, um semanário, uma produtora e uma distribuidora de filmes, o prêmio é uma tentativa de descobrir novos talentos. Trata-se de garimpar entre os jovens - que em sua maioria nem tão jovens mais assim estão, quando finalizam as escolas de cinema – os próximos nomes da cinematografia nacional.

À premiação, obviamente, não importa que alguns dos concorrentes já tenham saído vencedores de outros festivais. Em 2000, por exemplo, Quiero Ser, de Florian Gallenberger, já havia recebido o Oscar de melhor curta, quando foi nomeado para concorrer aos "Primeiros Passos". Ou o caso de Das Verlangen (O Anseio), de Iain Dilthey, um dos concorrentes ao prêmio deste ano, que saiu há pouco de Locarno com o Leopardo de Ouro.

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