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Mundo

Primeiro-ministro tcheco abala as relações com UE e a Alemanha

A Comissão da União Européia criticou severamente declarações do primeiro-ministro tcheco Milos Zeman, comparando o líder palestino Yassir Arafat a Hitler.

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As declarações de Milos Zeman causaram indignação em Bruxelas e Berlim

A declaração do chefe de governo de Praga foi feita numa entrevista concedida ao jornal israelense Haaretz. Relembrando a expulsão dos alemães da região do Sudeto, depois da Segunda Guerra Mundial, Milos Zeman sugeriu que Israel fizesse o mesmo com os palestinos, caso não aceitem as condições políticas ditadas pelo governo israelense.

O porta-voz oficial do comissário Günter Verheugen (responsável pela ampliação da União Européia), Jean-Christoph Filori, afirmou que já foram concluídas as negociações relativas à política externa e de segurança entre a República Tcheca e a União Européia, dentro do processo da filiação tcheca à UE. Em tais negociações, o governo de Praga comprometeu-se a observar os princípios diplomáticos da União Européia, nos quais não se enquadra o teor das declarações feitas por Milos Zeman.

Relações teuto-tchecas abaladas

As afirmações do primeiro-ministro tcheco também provocaram tensão nas relações entre a Alemanha e a República Tcheca. O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, é esperado em Praga nesta quarta-feira (20), para as comemorações do quinto aniversário de assinatura do Tratado de Reconciliação entre os dois países. Contudo, a opinião manifestada por Milos Zeman sobre a expulsão dos alemães do Sudeto, constitui uma contradição ao documento assinado há cinco anos e uma sobrecarga para as relações bilaterais teuto-tchecas.

Em conseqüência do incidente, fontes diplomáticas alemãs puseram em dúvida a visita do chanceler federal alemão Gerhard Schröder a Praga, que estava prevista para março próximo. "Isto poderia fazer parecer que nós concordamos com a posição de Zeman; mas com tais pessoas não se pode buscar uma política externa conjunta", disse um diplomata alemão em Berlim, nesta terça-feira. Aludindo-se às eleições tchecas em junho, acrescentou: "Isto não é retórica de campanha eleitoral, mas sim linguajar da guerra fria."

O presidente da República Tcheca, Vaclav Havel, manifestou-se "profundamente abalado" pelas declarações do chefe de governo de Praga.