1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Primeiro-ministro grego pede mais tempo para implementar reformas

Às vésperas de encontros com líderes europeus, Antonis Samaras diz que a Grécia precisa de mais "espaço para respirar" e enfatiza que não está pedindo mais dinheiro.

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, pediu nesta quarta-feira (22/08) mais tempo para avançar com reformas estruturais e estimular a economia do país, em entrevista ao jornal alemão Bild.

Poucos dias antes de visitar Berlim e Paris, Samaras pediu à União Europeia mais tempo para implementar reformas. Ele enfatizou que não está pedindo mais dinheiro.

"Tudo o que queremos é espaço para respirar um pouco e, assim, colocar a economia rapidamente em curso e aumentar as receitas do governo. Mais tempo não significa automaticamente mais dinheiro", disse Samaras.

O primeiro-ministro assegurou que a Grécia está fazendo progresso com as reformas estruturais e privatizações e que a saída da zona do euro significaria uma catástrofe para o país.

O retorno ao dracma (antiga moeda grega) "significaria pelo menos mais cinco anos de recessão e aumento do desemprego acima dos 40%", assim como "colapso econômico, agitação social e uma crise sem precedentes da democracia", disse Samaras.

Samaras reúne-se em Atenas na quarta-feira com o chefe do grupo do euro, Jean-Claude Juncker, para discutir os próximos passos da crise da dívida.

Sexta-feira, o primeiro-ministro vai para Berlim encontrar a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e depois segue para Paris, onde vai ser reunir no sábado com o presidente francês, François Hollande.

A Grécia enfrenta seu quinto ano de recessão, com uma taxa de desemprego em torno de 23%. Os cortes no orçamento, um total de 11,5 bilhões de euros, atingirão aposentadorias, serviços sociais, salários do setor público e sistema de saúde.

Cerca de 40 mil funcionários públicos deverão perder seus empregos. Em troca pelos ajustes, a Grécia irá receber 31,5 bilhões de euros do pacote de resgate para tentar salvar a moeda.

GMF/dpa/afp/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

Leia mais