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Mundo

Primeiro-ministro da Itália pedirá voto de confiança ao Parlamento

Enrico Letta anuncia que vai apresentar moção de confiança. Decisão veio após saída de ministros do partido de Berlusconi que integravam governo, em protesto contra possível expulsão do ex-premiê do Senado.

O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, anunciou na noite deste domingo (29/09) que apresentará na quarta-feira uma moção de confiança no Parlamento, após a decisão do ex-premiê Silvio Berlusconi de retirar seus ministros do governo.

"Avaliamos uma situação muito complicada e decidimos ir ao Parlamento o mais brevemente possível", explicou Letta em discurso transmitido por televisão, depois de se reunir com o presidente italiano, Giorgio Napolitano. "Não tenho a intenção de governar a qualquer custo", assegurou o social-democrata.

Confrontado com uma provável expulsão do Senado, devido à sua condenação a uma pena de prisão por fraude fiscal, Berlusconi, que é chefe do partido Povo da Liberdade (PdL), retirou no sábado todos os seus cinco ministros do gabinete de Letta, provocando uma grave crise no governo italiano.

Porém, num sinal de que o magnata da mídia pode estar perdendo apoio dentro do próprio partido, quatro dos cinco ministros acataram de forma relutante a ordem de Berlusconi e indicaram que podem apoiar Letta na sua moção de confiança.

"Berlusconi é perseguido [pela Justiça] e eu entendo o seu estado de espírito, mas eu não justifico nem compartilho da linha que ele aconselha nesta hora", declarou a ministra da Saúde, Beatrice Lorenzin. "Não é hora de falar de desertores, traidores ou fiéis. Só a liberdade de consciência pode restituir à Itália um governo viável", disse o ministro da Defesa, Maurizio Mauro.

Tensões crescentes

Nas últimas semanas vinham crescendo rapidamente as tensões entre os grupos da coalizão governamental, o conservador PdL e o Partido Democrático (PD) de Letta, de orientação social-democrata, devido à ameaça de exclusão do ex-premiê do Senado.

Letta argumentou que as demissões dos ministros constituem "uma opção que mina um dos principais pilares da democracia, em virtude do qual uma minoria não pode fazer dissolver um Parlamento pela sua própria demissão". Ele acrescentou que, diante de tal situação, "um chefe de governo não pode ficar indiferente, deve retirar conclusões".

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Ao mesmo tempo, Letta garantiu que a moção de confiança será atrelada a condições claras. "Não pedirei confiança por três dias, para recomeçar como antes", ressaltou, afirmando que deseja prosseguir na implementação de programas de combate à crise financeira e econômica por que passa a Itália. Caso ele perca a moção, o chefe de governo afirmou que "tomará as devidas consequências".

Segunda votação

O Comitê de Imunidade do Senado deverá decidir na próxima sexta-feira, numa segunda votação, se Berlusconi poderá manter seu assento na câmara alta do Parlamento, o que já fora rejeitado num primeiro escrutínio interno.

Tanto o presidente Napolitano como o premiê Letta descartam novas eleições imediatas. Antes disso, eles propõem que a atual lei eleitoral seja reformada, para evitar uma continuação da atual indefinição política.

Já Berlusconi reivindica novas eleições. As sondagens indicam que "nós as venceremos", afirmou o ex-premiê no domingo, ao festejar seu aniversário de 77 anos.

MD/lusa/afp/ap

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