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Mundo

Primeira rodada de negociações sobre Síria termina sem avanços

Após nove dias de conversas a portas fechadas, governo e oposição deixam Genebra trocando acusações. Mediador do encontro, enviado especial da ONU reconhece ter sido "um início muito modesto".

A primeira rodada de negociações em Genebra sobre a guerra civil síria não trouxe nem uma aproximação política nem uma perspectiva de um fim do conflito. "Foi um início muito modesto", reconheceu nesta sexta-feira (31/01) Lakhdar Brahimi, enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria.

A delegação do ditador sírio, Bashar al-Assad, declarou que em futuras rodadas também não fará concessões. Enquanto a oposição acusou o Damasco de não querer chegar a um acordo.

Ao apresentar um balanço da primeira rodada de negociações, Brahimi disse que o grande passo dado foi que ambas as partes "se acostumaram a sentar na mesma sala, a apresentar suas posições e a escutar uma a outra".

O mediador do encontro observou também que "houve momentos nos quais aceitaram as preocupações e os pontos de vista da outra parte". Entretanto, frisou que "o progresso é muito lento".

Brahimi ressaltou que esta foi a primeira vez que as partes se encontraram em três anos de conflito "para discutir sobre a guerra e tentar encontrar uma solução política para salvar seu país". Ele se esforçou para amenizar as acusações do governo e da oposição sobre o andamento do processo.

Possível segunda reunião

O enviado da ONU convidou as partes a se encontrarem em Genebra no dia 10 de fevereiro, para conversarem novamente sobre uma "agenda coordenada", cujo conteúdo não foi divulgado. Os oposicionistas da Coalizão Nacional Síria já concordaram em comparecer, enquanto a delegação de Assad afirmou que ainda teria que consultar Damasco.

Erste Runde der Syrien-Konferenz endet

Safi, porta-voz da oposição, diz que ida de governo a Genebra é vitória do povo sírio

"Nem nesta rodada nem na próxima serão feitas quaisquer concessões pela delegação síria", prometeu o ministro sírio da Informação, Omran al-Sohbi, acrescentando que a oposição síria "não conseguirá através da política aquilo que não obteve pela força."

A oposição considerou como uma vitória o fato de o governo ter comparecido às negociações. "Que o regime tenha sido obrigado a vir a Genebra é um sucesso da luta do povo sírio", afirmou o porta-voz da coalizão, Louay Safi. O presidente da coalizão, Ahmad al-Jarba, acusou a delegação de Assad de não estar interessada em um "diálogo sério".

O ministro do Exterior francês, Laurent Fabius, pediu ao governo sírio que permita "rapidamente" o estabelecimento de um governo de transição, afirmando que Damasco não deve se limitar a apenas "marcar presença" nas negociações em Genebra.

"Morram de fome"

Representantes de 11 países da aliança Amigos da Síria responsabilizaram o governo Assad pelos poucos progressos obtidos nas negociações e acusaram os enviados de Damasco de bloquear os esforços pela paz. O comunicado foi divulgado conjuntamente em Paris pelos governos de Alemanha, EUA, França, Itália, Reino Unido, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Turquia e Egito.

"Estamos indignados que o regime continue apegado à sua estratégia 'morram de fome ou se rendam'", declarou o grupo de Estados, lembrando que o fornecimento de alimentos e medicamentos para milhares de pessoas em Damasco, Homs e em outros lugares está interditado.

A conferência de paz, chamada Geneva 2, visa encontrar uma solução política para um conflito que já dura quase três anos e que, segundo estimativas, matou mais de 130 mil pessoas.

Somente durante os nove dias da primeira rodada da conferência, pelo menos 1.870 pessoas foram mortas, de acordo com informações do Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Mais de 470 eram civis – entre eles 40 pessoas que morreram devido à falta de fornecimento de alimentos ou medicamentos em áreas sitiadas pelas forças do governo sírio.

MD/afp/efe/rtr

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