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Mundo

Primeira-dama do Peru investigada por lavagem de dinheiro

A esposa do presidente Ollanta Humala, Nadine Heredia, é suspeita de repassar fundos de companhias venezuelanas para a campanha eleitoral do marido. Humala nega ter recebido dinheiro da construtora Odebrecht.

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Ollanta Humala é saudado por sua esposa, Nadine Heredia de Humala, em 2013

A Justiça do Peru anunciou nesta sexta-feira (25/09) a abertura de inquérito por lavagem de dinheiro contra a primeira-dama do país, Nadine Heredia. Ele é presidente do Partido Nacionalista (PN) e candidata em potencial para suceder ao marido, Ollanta Humala, nas eleições em abril de 2016.

A investigação se insere num inquérito maior em torno da origem dos fundos que financiaram a campanha eleitoral de Humala. O procurador Germán Juárez pediu que Heredia passasse por uma perícia grafotécnica, para determinar se é sua a letra em quatro cadernetas que registraram supostas contribuições irregulares entre 2006 e 2011.

Uma comissão parlamentar que investigou o caso considerou Heredia suspeita de ter assumido um emprego fictício para encobrir fundos provenientes de empresas da Venezuela, com o objetivo de financiar o partido de Humala, então aliado de Hugo Chávez.

Humala governa o Peru desde 2011. Os procuradores afirmam que um total de 215 mil dólares foi usado pelo atual presidente para financiar sua campanha eleitoral. Na semana passada, Humala negou ter recebido 400 mil dólares da construtora brasileira Odebrecht.

Primeira-dama nega acusações

Heredia, que até o momento era testemunha na investigação, nega que a campanha de seu marido tenha recebido contribuições irregulares do governo do então presidente Chávez, como denuncia a oposição.

No início da semana, Heredia foi questionada pelos procuradores sobre a autenticidade das assinaturas nas cadernetas. "Eu vim para reiterar a declaração que já fiz várias vezes de que os documentos apresentados hoje, como cadernetas, notebooks e o conteúdo das cadernetas e notebooks não são de minha propriedade", afirmou Heredia ao promotor Juárez.

O procurador ampliou as investigações em Lima para incluir o irmão da primeira-dama, Illan Heredia, que também é tesoureiro do PN, como também Martín Belaunde Lossio, empresário e ex-assessor do presidente Humala. Lossio foi extraditado para a Bolívia em maio.

As últimas pesquisas de opinião apontam que a popularidade de Humala caiu 13%, em parte devido às alegações contra sua esposa.

CA/afp/dw/lusa

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